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A NIGHT TO REMEMBER - Inglaterra

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Mensagem por Gregar em Sex Jul 21, 2017 11:28 pm

A NIGHT TO REMEMBER

EP 02
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Por mais uma vez a reação de Joel assustava a Emily. Ela se afastava de Blake, uma mão sobre a barriga outra tampando a própria boca. Os olhos lacrimejavam enquanto ela balançava a cabeça em negativa de um lado para o outro. A ideia de que o homem pudesse realmente ser o assassino demorava para ataca-la, mas quando o fazia a tornava tão indefesa como uma criança. Blake, porém, era rápido em se explicar. Falava com rapidez sobre seu cargo e quem era, assim sobre o motivo pelo qual havia chego aquela casa.

Emily, que já começava a soluçar, apenas se acalmou ao ver a foto. Que era retirada das mãos de Blake em grande agilidade. Seus olhos ficavam arregalados por longos instantes enquanto ela encarava a foto. Seu rosto era uma máscara, indecifrável e sem emitir qualquer tipo de emoção quer ela fosse raiva, medo ou alegria em ver o policial. Apenas lagrimas caiam por seus olhos sem que Emily respondesse a qualquer estimulo externo.

- Compreendo. Sua voz era a mesma de momentos atrás. Emily usava as costas da mão para enxugar o rosto. – Neste caso é um enorme prazer em conhece-lo senhor Wolf. A postura retomada como em um passe de mágica, como que se a cena anterior nunca tivesse ocorrido. – Sua ajuda que oferece é muito bem-vinda, mas temo dizer que não sou eu quem está em sua foto. Esta é minha irmã, Elisa. Deve chegar para nosso almoço em breve. O senhor se junta a nós?
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Nice podia jurar que havia algo não natural naquela mulher. Seu rosto era pálido demais, perfeito demais, mesmo com as marcas das sardas aquela distancia ela parecia feita de porcelana não de carne. Na verdade, olhar para ela, mesmo que não indicasse nenhum mal imediato, fazia com que a heroína tivesse calafrios correndo por sua espinha. Diferente de Ajay, que por mais que se esforçasse não conseguia ver maldade alguma vinda naquela mulher. Apenas encarava-a como alguém que desejava ter para si. Os dois, mesmo que por razões diferentes, ainda concordavam que não era qualquer mulher.

- A terceira vítima, Alice Bittencourt, se trancou em sua casa quando ouviu sobre os assassinatos, apareceu do outro lado da cidade no dia seguinte sem que o marido a visse sair do leito. Ela caminhava de maneira sedutora, nas mãos levava um buque de flores brancas embrulhado em papel, o que Nice jurava não estar em suas mãos até o mesmo momento. – Shopia White, a oitava a ser morta, fugiu da cidade em uma balsa paga pelo marido. Voltou a um beco próximo a este na manhã seguinte, também encontrada morta e esquartejada.

Em poucos passos ela estava ao lado da dupla, abaixava-se e depositava suas flores ao lado de uma mancha de sangue seco. Um gesto que não vinha manchado de maldade qualquer. – Não vejo qualquer razão para me esconder de uma morte certa. Mas não se preocupe, ei de retornar para minha morada neste momento. Apenas pensei em visitar o tumulo de minha futura companheira. Sem mais uma palavra a mulher se levantava e dava as costas ao grupo. Se eles permitissem ela continuaria caminhando.


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Mensagem por Kaien em Qua Jul 26, 2017 7:24 pm
Ajay mal conseguia prestar atenção no que estava acontecendo à sua volta com aquela garota à sua frente. Desconcentrava-se por vezes e pode ter perdido uma palavra ou outra. Aquela era, com certeza, a menina mais bonita que já havia visto até aquele momento em sua vida. Mas tentou afastar o pensamento disso, apesar de estar encantado aquilo não era hora nem lugar para se distrair por beleza, tinham de achar o assassino... E não conseguiu, novamente os olhos estavam focados na beleza da enfermeira.

Todas as teorias, problemas e dúvidas sumiram naqueles instantes, enquanto ainda encarava a garota. Escutou-a mas a mente estava muito distante para realmente ouvi-la e Ajay chegou até mesmo a sentir pena por ela, talvez uma determinação que começava a aflorar em seu peito para querer protegê-la e achar o assassino.

E Quíron não saberia dizer, dias depois, se tomou a atitude seguinte por estar encantado no charme da moça ou por querer protegê-la e fazer a coisa certa, mas quando a viu se afastar se virou para Nice e sem pensar muito disse: - Temos de segui-la - E já tomou a dianteira do caminho. Mantinha uma distância segura mas não o suficiente para perdê-la de visão no meio das névoas.

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Mensagem por King Arthur em Qui Jul 27, 2017 5:19 pm
Joel ouvia a explicação do homem misterioso com precaução, afinal não podia saber até que ponto ele estava falando a verdade. Verificou a fotografia e o distintivo que ele carregava consigo e concluiu que ambos eram autênticos, contudo não conseguiu compreender o que um detetive canadense fazia em território britânico, muito menos à trabalho.

- Detetive Blake, se o que você diz é verdade, por que a polícia canadense está envolvida nesse caso? Se a unidade britânica não está dando conta e precisa da intervenção de outro país, o assassino não é um homem comum, estou correto? – Joel interrogava o policial, invertendo o papel que este deveria desempenhar. Após ouvir a resposta e concluir que ele realmente não representava nenhum perigo para ele e Emily, viraria sua atenção à enfermeira, que até aquele momento havia ocultado a existência de sua irmã, aparentemente gêmea – Emily, por acaso essa sua irmã também está grávida? Para que o detetive Blake tenha te confundido com sua irmã como a próxima vítima, ela também deve estar esperando um bebê.

Até aquele momento Joel estava preocupado apenas em proteger Emily, mas o rumo que aquele caso estava tomando o preocupava. O próximo alvo do assassino não estava claro para ele e a presença de um detetive canadense revelava que aquele caso estava além das capacidades da polícia local. Joel temia que aqueles não fossem atos de um homem comum.
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Mensagem por Wesker em Sex Jul 28, 2017 7:44 pm
Sentia-me fortemente aliviado ao ver que aqueles dois haviam acreditado em minhas meias verdades e eu havia conseguido contornar a situação.  Todo o espanto da gestante quando aquele homem levantava a possibilidade de que eu fosse o assassino desaparecia estranhamente rápido demais, me impressionava ao ver uma capacidade como aquela em uma mulher grávida que corria tal perigo...

Ela parecia ter sentimentos ainda mais incógnitos à medida que o tempo passava, logo era como se todo aquele choro nunca tivesse acontecido. E era então que ela começava a falar, ainda com a foto que pegou de mim em mãos. A pessoa na foto, segundo ela, era sua irmã chamada Elisa, que logo estaria. E isso não era tudo, a gestante me convidava para juntar-me a eles para o almoço. De fato, aceitar aquele convite seria uma boa oportunidade para investigar aquela coisa estranha que eu sentia dentro da casa.

– Elisa... entendo. Ficarei feliz em aceitar o seu convite senhorita. – Dizia aquilo respondendo ao convite da mulher, sorrindo para parecer mais amigável. Logo o homem ao seu lado começava a falar também, parecia ter acreditado em minha história, mas era muito prudente em ter algumas dúvidas –O que acontece é que há algum tempo atrás no Canadá ocorreram assassinatos com padrões bem similares, e o assassino nunca foi encontrado, e simplesmente parou de agir. Achamos que ambos os casos possam ter uma ligação, então o governo ofereceu alguns agentes para auxiliar aqui. – Era uma mentira, mas não era nada fácil para pessoas comuns conseguirem informações tão triviais do outro lado do oceano. Por isso eu acreditava que eles seriam convencidos por aquilo que eu dizia.

Logo o homem virava para a mulher, que agora eu descobria se chamar Emily, e a perguntava sobre sua irmã... Algo que também poderia comprometer minha mentira se eu não pensasse rápido. Logo eu não demorava para dizer –Na verdade eu cheguei até Emily por meio de uma dica de uma fonte anônima. A foto acabou em minhas mãos junto com a mensagem de que ela era a chave para tudo. Era uma pista vaga, mas a polícia tem informações bem escassas sobre o assassino... Principalmente eu que cheguei à pouco tempo nestas terras. Fiz uma pesquisa e descobri que havia uma enfermeira muito semelhante à mulher da foto, e que batia com os padrões das vítimas. Daí pra frente, só precisei descobrir o endereço desta casa, e aqui estou. – Fazia uma pausa para que eles absorvessem as informações –Eu sei, pode parecer idiota seguir uma pista tão vaga assim, mas Emily está esperando por uma criança e se eu tivesse a menor chance de proteger as duas, eu não iria abrir mão... – Dizia determinado, e então terminaria de falar pensativo –Só me pergunto por qual razão recebi uma foto de sua irmã, e não sua.

E então esperaria por mais conversa que estivesse por vir, ao final dizendo –Então... Eu posso entrar? Acho que ainda não sei o nome do cavalheiro que a está acompanhando senhorita. – Diria aquilo olhando para o homem que ali estava. Assim que recebesse permissão, adentraria a casa analisando bem os arredores e procurando a fonte daquele estranhamento que eu havia sentido momentos antes.
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Mensagem por Akira em Dom Jul 30, 2017 9:49 pm
Os olhos se estreitaram enquanto aquela mulher na sua frente que se dizia ser Emilly falava. Nice não acreditava nem por um momento que alguém poderia estar tão calma com toda aquela situação, alegando simplesmente que não tinha como escapar e que não queria ficar se escondendo por causa que existia um assassino à solta. Aquilo era a coisa mais absurda que já tinha ouvido. Seus movimentos eram suspeitos demais também, afinal, de onda ela tinha tirado aquele buquê? Para Nice as coisas não estava fazendo sentindo e mesmo num mundo caótico como aquele, tudo seguia uma lógica.


A observou passar por si, até deixar o pequeno buquê no chão. Da mesma forma a viu se virar e ir embora. Nice não tinha interesse em segui-la, achando que poderia se revelar alguma cilada de qualquer tipo, contudo, Ajay não esperou qualquer recomendação e simplesmente foi atrás. “Maldição”, pensou enquanto apressava os passos para ficar ao lado de Ajay, dando um puxão na gola do seu casaco para colocá-lo do seu lado e tirar a atenção da mulher que ia logo à frente. Manteve o passo firme e simplesmente seguiu, ainda fazendo perguntas.


- Interessante. Não sabia que um cidadão comum tinha tanto conhecimento dos casos policiais. Por acaso trabalha no departamento? – Disse, questionadora. Ainda não sabia, mas algo não estava correto em tudo aquilo. Existia uma peça que não encaixava muito bem e o fato de desconhecerem sobre o assassino lhe deixava incomodada. Sabia, contudo, que o serial killer só atacava de noite e ainda faltavam boas horas para isso acontecer. Podia ser somente paranoica quanto a mulher na sua frente.


Contudo, decidiu manter uma postura atenta. Se confiar em pessoas que já conhecia era um problema, imagine em alguém suspeito que nunca viu na vida.
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Mensagem por Gregar em Ter Ago 01, 2017 12:14 am

A NIGHT TO REMEMBER

EP 02
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Emily estava completamente alheia a dupla de protetores. Seus olhos saltavam de um para o outro à medida que conversavam, inexpressivos mesmo quando o assunto se referia ao matador canadense. O qual apenas Blake sabia ser inventado, um truque que parecia funcionar visto que Joel não se opunha a sua presença, Emily tampouco parecia exaltada, calma em relação ao momento anterior quando o havia visto pela primeira vez.

- Minha irmã? Ela ponderava como se fizesse esforço para se lembrar da resposta daquela pergunta. – Meu senhor peço perdão por esse assunto ser delicado, mas depois de um acidente durante sua primeira gravidez os médicos disseram que Elisa nunca mais poderia ter filhos. Falava com pesar claro na voz, a lembrança ainda dolorida estava marcada em seu rosto, claro para que a dupla enxergasse. Emily caminhava até a porta a escancarando – Claro que pode seu tolo! Este que me acompanha é o senhor Johnson, um ótimo cavaleiro.

Emily, assim que entrava na casa começava a dar ordens para a dupla. Peguem os pratos, forrem a mesa, encham a panela de água. Não havia tempo para observar a fundo a casa, mas mesmo que o fizessem não encontravam nada que fosse extremamente diferente ou incomum. Parecia uma residência normal, grande demais para alguém viver e cuidar sozinho, mas ainda assim normal. Suas atenções ainda estavam focadas nas tarefas que tinham a frente, ambos coordenados por Emily que estava completamente focada na tarefa a sua frente. Terminar o jantar antes que sua irmã chegasse ao lugar.

- Ela chegou! Emily anunciava antes que qualquer um pudesse ouvir o som da porta se abrindo. Nem mesmo Blake havia percebido aquela presença antes de Emily. A garota ia até o corredor que dava até a entrada da casa, chamando ambos para acompanharem-na com gestos.
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Nice era ríspida enquanto barrava Ajay. O puxão sacudia sua cabeça fazendo com que despertasse momentaneamente do transe. Por um instante enquanto ele encarava a heroína, suas pupilas fora de foco voltavam ao normal, atentas a cada passo e gesto, voltando ao estado de desatenção tão logo que Ajay colocava os olhos na ruiva. Sua vista parecia atraída para aquele corpo a sua frente. Era difícil demais para ele conseguir afasta-la por tempo demais mesmo com os puxões de Nice, com certeza havia algo além da fascinação pela beleza da mulher naquilo, uma espécie de truque que deixava a mulher atenta.

A ruiva caminhava por algumas quadras, aparentemente tendo ignorado as perguntas de Nice. Respondendo-a momentos depois como que se esperasse por algo antes de fazê-lo. – Felizmente não hei de precisar realizar trabalhos braçais em minha curta experiencia de viva. Meu marido deixou-me mais que o suficiente para morrer em paz. Ambas as mãos estavam protetoras por sobre a barriga, não haviam desgrudado de lá desde que havia se levantado e começado a caminhada. – As más línguas sempre falam sobre vidas alheias detetive. Não é necessário investigar nada em uma cidade como Londres. Tudo que precisa e de um ouvido atento. Ela parava e girava ficando frente a frente com a dupla. – Creio que seria falho de minha educação em não oferecer a ambos um convite para entrar, já que me seguiram até aqui. Pois bem, estão convidados para o banquete.

Pela primeira vez desde que havia começado a segui-la Nice parecia perceber onde estava. Havia deixado os becos e ruelas sem nem ao menos se dar conta disso, estava agora em uma zona nobre da cidade com um grande casarão atrás de si. Grande e com brasões com manicoras espalhados em enfeites que podiam ser vistos por todos que se aproximassem.
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Assim que entravam na casa a dupla de Nice e Ajay se deparavam com um trio de pessoas lá dentro. Um homem alto de cabelos grisalhos, outro de meia idade e a cópia perfeita da mulher que seguiam. Uma sensação além da surpresa dívida a todos. Já era conhecida de Blake e Ajay, nova aos demais, chegando rápido demais para que qualquer um pudesse ter algum tipo de reação. Ajay se lembrava de como era viajar com Hermes, a turbulência de saltar dentro de um portal instável, a mesma sensação que Blake havia sentido ao ser levado até o bar do senhor D.

Para a dupla que experimentava pela primeira vez, chegava com força como se abaixo deles não houvesse mais chão, um estalado alto demais em seus ouvidos e a sensação de tontura perdurava fazendo com que tudo girasse. Os quatro precisavam se apoiar em algum canto para não sucumbirem a um tombo dolorido. A tontura talvez fosse explicada pelo odor forte de jasmim e de lilás, o barulho pela porta se fechando com força atrás dos outros membros da dupla. Mas nada justificava o aperto que tinham no peito. Forte e concentrado como se algo lhes soasse ruim naquela casa. Sua aparência não mudava, apenas Elisa demonstrava desgosto em seu rosto. As roupas pretas, como que se estivesse de luto, eram um contraste a sua gêmea, vestida de tons claros e com semblante feliz em seu rosto.

- Minha amada irmã! Deveria ter me dito que teríamos convidados. Sejam todos muito bem-vindos! São vocês os heróis que ajudaram minha irmã hoje? Emily dizia como se cantasse. Ajay finalmente estava livre do choque. O semblante repleto de ódio de Elisa não parecia mais tão encantador.


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Mensagem por Akira em Qua Ago 02, 2017 10:24 am
Aquela situação, definitivamente, não era normal. Contudo, aquilo tinha sido a coisa mais estranha que já tinha acontecido desde que chegara ali. Mesmo que tivesse se metido em algum tipo de enrascada, tinha convicção de que conseguiria dar um jeito de sair, então não teve problema em seguir aquela moça. A única coisa que incomodava naquele momento, era o fato de Ajay estar visivelmente afetado por algum tipo de efeito que aquela mulher exercia sobre ele. Provavelmente sobre todos os homens.

A caminhada continuou e as respostas da mulher na sua frente simplesmente não conseguiam lhe convencer. Tudo aquilo parecia aleatório e inconveniente demais. Mas também não sabia como explicar. Estando absorta, pensando em tudo aquilo, não notou quando finalmente deixaram as brumas para trás. Se encontravam naquele momento, em um elegante e decorado bairro, com a mulher lhes convidando para uma refeição. Ajay nem considerou pensamento diferente e logo entrou e Nice teve de acabar seguindo logo atrás do garoto. E foi bem ali, foi naquele momento que soube, definitivamente, que as coisas estavam erradas.

Passando pela porta, aquela sensação que se apoderou do seu corpo não era algo normal. A tontura, principalmente. Precisava de adrenalina o quanto antes. Precisava se forçar a ficar atenta. Com uma rápida olhada na sala, notou que não estavam sozinhos. Existia uma outra garota praticamente idêntica à mulher que lhes levou até ali, mesmo que distintas em personalidade. E aquela frase. Aquela maldita frase. As duas sabiam. Sabiam que eles eram.

Aquilo foi o suficiente para Nice e Aquiles tomarem uma atitude. Aegis se manifestou do bracelete em seu braço esquerdo e, de forma direta, avançou contra a mulher que lhe levou até ali. O escudo visava a proteção do seu lado esquerdo, caso a irmã pensasse em atacar, enquanto seu punho direito seguia erguido, visando um ataque direto e frontal.
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Mensagem por Kaien em Qui Ago 03, 2017 3:57 pm
Tudo aconteceu muito rápido para Ajay. Nos instantes anteriores tudo parecia meio turvo. O caminho, as decisões. Realmente as faria são?, os pensamentos funcionavam tão bem quanto sempre, mas as ações não pareciam condizer, algo estava definitivamente errado. O que ele estava fazendo? mesmo que a mente lutasse contra o encanto da garota ele parecia não ter forças o suficiente para reagir a ponto de se libertar. Até aquele momento. Foi como ser puxado de um longo sono com rudez.

Ele respirou fundo quando a sensação caiu sobre seu corpo. Ele sabia bem o que era aquilo. A sensação da viagem, sensação de que estavam se movendo, translocando através dos planos para mudar de lugar. Tentou se segurar no que quer que estivesse mais próximo de si para não cair.

Maldita sensação. Nunca aprendeu a lidar com ela. Maldito cheiro de lilás e jasmim, malditas grávidas. Maldita Londres.

Pelo menos estava livre do transe e agora pensava com a mente limpa de intervenções. A sensação de seu peito sendo pressionado era terrível, aquele lugar era terrível. O som cantante da garota era terrivelmente suspeito, mas ainda sim, por quê não haviam atacado? Qualquer ação era perigosa demais, muito precipitada e ele não ficou surpreso de ver Nice agindo.

Se pôs ao lado de Aquiles, sem atacar mas preparado para segurar qualquer avançando partido de uma delas, não pretendia atacar enquanto não soubesse com o que estavam lidando.  As dúvidas ainda eram muitas, mas uma coisa era óbvia: Alguém ali não era um simples humano. Alguém havia possivelmente os teleportado, coisa que achou estranho afinal, o cenário envolta deles era o mesmo, a não ser que a casa tivesse sido... Mas achava isso muito improvável e se tivesse tempo iria a alguma janela verificar.
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Mensagem por Wesker em Dom Ago 13, 2017 1:07 pm
Sorria e agradecia a moça quando esta me deixava entrar em sua casa. Ainda estranhava o fato de Dionísio ter me dado uma foto de uma mulher diferente daquela a qual o fio de cabelo na chave havia me direcionado. Duvidava que qualquer um dos dois deuses pudesse ter errado, talvez tivesse alguma coisa envolvendo as duas irmãs que eu deveria descobrir. Analisava então a informação sobre a irmã de Emily não poder mais passar por uma gravidez

Um acidente durante a gravidez... Os médicos disseram que não pode mais ter filhos... Será que uma das duas irmãs teria rancor o suficiente para atacar as enfermeiras grávidas? Seria um modo de fazer com estas também não possam ter filhos e sintam na pele como é isso. Um modo bem doentio...” Analisava seriamente aquela possibilidade tentando descobrir por que havia sido enviado até aquelas mulheres. Emily por sua vez ainda estava grávida, poderia ser uma possível vítima de sua irmã? Ou então... Dionísio havia chamado seja qual for a ameaça de aberração, talvez todas aquelas enfermeiras morrendo, seguindo um padrão de vítimas... Talvez fosse tudo parte de um ritual. Não seria exagero afirmar que talvez até o feto de Emily pudesse ser parte daquele ritual... Mas eu não poderia agir ainda, não sem certeza.

O tempo passava e Johnson e eu ajudávamos Emily com a arrumação da casa, que a primeira vista parecia ser apenas uma casa, grande demais para que ela cuidasse sozinha, mas com a herança que deve ter herdado, acreditava que empregados deviam vir aqui vez ou outra para ajuda-la... Nada fora do comum. Por fim, as visitas chegavam.

Aquela sensação voltava a me atingir, a mesma de quando havia involuntariamente viajado até o bar de Dionísio, mas aparentemente eu ainda estava no mesmo lugar. Poderia uma daquelas visitas ter causado aquela sensação? Talvez fossem o assassino, ou talvez... “A casa inteira pode ter sido transportada!” Aquela possibilidade me assustava enquanto eu tentava sem sucesso descobrir uma razão para tal coisa ter acontecido.

Ainda com um aperto em meu peito eu olhava para as irmãs, a outra não parecia estar tão feliz em ver Emily quanto nossa anfitriã estava em vê-la, e algo me dava uma sensação muito ruim naquele momento. Daí pra frente tudo acontecia muito rápido, a mulher que havia vindo com a irmã de Emily puxava um enorme escudo e se preparava para lutar, neste momento eu usava de toda a minha agilidade e força para correr em sua direção e parar sua investida – Mas o que pensa que está fazendo? Quem é você? – Perguntava tentando mostrar um ar ameaçador mas ainda sem revelar minhas características lupinas. Eu também achava suspeito o que havia ocorrido, mas não atacaria ninguém sem provas. O que sabia até o momento é que aquela mulher era perigosa e impulsiva, e deveria ser detida seja lá quem fosse.
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Mensagem por Gregar em Ter Ago 15, 2017 11:45 am

A NIGHT TO REMEMBER

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Talvez aquela cena poderia ter sido engraçada em outras circunstancias. Elisa e Emily, as duas irmãs, estavam alheias a tudo que ocorria ao redor. Nem um musculo era movido enquanto Nice fazia um escudo surgir do nada. Nenhuma reação enquanto o detetive Blake ameaçava passar correndo pelo flanco de Nice. Tal como se não houvesse nada além de uma a outra na sala, ambas se observavam. Ajay, o único a ter um olhar atento no momento, podia a mudança gradual no semblante de Elisa. Para ele era como se os segundos se esticassem, Nice ficava mais lenta, Blake mais distaste. Apenas o semblante de Elisa era claro. Seus olhos antes repletos de arrogância, brilhavam como se úmidos pelo pavor.

Nice havia tentado rebater a ruiva com seu escudo, Blake estava lá para para-la! Cada um da dupla sentia o corpo mole, como se sua carne fosse feita do mesmo cozido que Emily carregava no pote em suas mãos. Parecia mais do que apenas outro feito da estranheza que haviam sentido, os ossos eram gelatina dentro do corpo. Estavam todos os quatro pesados, os únicos que se moviam sentiam mais que o restante, como se o corpo não respondesse direito as ordens. Como se preso por correntes invisíveis ambos tinham os movimentos congelados. Nice em postura de empurrão, o escudo parado a frente de seu corpo. Blake em meio a corrida, também congelado. Se os outros dois heróis tentassem se mover encontrariam a mesma prisão. Estavam presos dentro do próprio corpo, incapazes de se mover, mas passivos para olhar.

- Agradeço por escoltarem minha irmã a salvo. Meus heróis. Emily depositava a panela com o cozido em uma mesa próxima. Caminhava criando uma sinfonia com o eco de seus passos. O corredor a volta de todos parecia turvo, como se estivesse se as paredes borbulhassem, movendo-se um pouco para frente e para trás, em um ritmo hipnótico. – Assassina e puta. Tão perfeita para o papel que tenho guardado para ela.

Elisa, assim como todos os outros quatro, também parecia congelada. Lagrimas brotavam de seus olhos manchando com maquiagem o rosto. O corpo tremulava como se repleto de desespero. Toda sua postura anterior quebrada em migalhas, não carregava nada do rosto além do medo. Ajay, próximo o bastante via com clareza a súbita mudança da ruiva. Seus olhos aos poucos começavam a encarar pequenos pontos nublados indistinguíveis a princípio, mas cercavam a todos como pequenos pontos que saiam de Emily. Cada um deles se tornando mais solido a cada segundo até passarem de borrões para elos. Formavam correntes que estavam em volta de todos.

Com um pequeno estalar. Inaudível para qualquer outro além de Ajay, suas correntes se partiam, caiam ao chão. A mobilidade lhe voltava no momento seguinte. Elisa talvez? Era o único livre e podia ver Emily com o rosto colado ao da gêmea. Seus olhos brilhando vermelhos, o semblante se torcendo em um sorriso doentio. Alheia ao centauro. O único livre dentre todos os outros.


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