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A NIGHT TO REMEMBER - Inglaterra

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Mensagem por Gregar em Seg Jun 26, 2017 10:53 pm

A NIGHT TO REMEMBER

EP 02
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Quando os aviões chegaram todos se esconderam dentro de suas casas. Refugiados dentro da própria cidade, com medo demais de sair às ruas para se tornar uma vítima como tantas outras. Houve gente que até mesmo agradeceu ao que aconteceu em Long Island. Muitos deles moravam na própria cidade de Londres.

A pausa abrupta na guerra fez com que muitos conseguissem reorganizar suas vidas. Ao menos tentar reorganiza-las. Os tempos ainda eram difíceis. Muitos passavam fome e tinham dificuldades financeiras, as ruas ainda estavam manchadas de sangue dos bombardeiros, mas ao menos eles tinham a certeza de que o dia de amanhã ainda estaria lá. Ao menos para a maior parte das pessoas.

Porém, há doze dias uma série de assassinatos vem acontecendo na mais sombria cidade do mundo moderno. Todos os dias a polícia se depara com um novo cadáver. Mulheres, todas elas, cada uma delas sendo escolhida a dedo por um assassino doentio. Todas elas dividem dois traços bem distintos a profissão que decidiram seguir. Com elas tendo servido, em algum momento de suas vidas, a área médica como enfermeiras. E sua condição como mulheres gravidas. Não era sabido ao certo quando tudo começou, mas após incessantes conversas com os familiares, fomos capazes de dizer com certeza que todas elas estavam gravidas quando foram assassinadas.

O maníaco tem um padrão extremamente único com cada uma de suas vítimas. Ainda que nada tenha sido divulgado pela policia local. Sabe-se que alguns dos policias ao visitarem as cenas de crime sofrem noites sem dormir pela visão assombrosa. Alguns dizem inclusive ser o Estripador em pessoa, retornado dos mortos. As únicas informações concretas que foram liberadas é o assassino deixar sangrentas mensagens em cada uma de suas vitimas, como assinaturas macabras. E a ordem de que qualquer um que seja visto após o anoitecer em rua, será preso e levado a delegacia mais próxima, independente de quem seja ou o que pense que esteja fazendo.

/Está aventura terá a participação de 4 jogadores no total. Em breve entrarei em contato com estes para que possam postar na área.

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Mensagem por Kaien em Seg Jun 26, 2017 11:32 pm
Ajay sentia o frio entrar em seu corpo e tremer seus ossos. Nunca fora um verdadeiro fã de neve, odiava como tudo parecia monótono e mais dificil. Era mais dificil até de sair de casa, algumas ruas ficavam impossíveis de andar e os dedos doiam, o rosto doia. Não, não. Ajay gostava de Calor. Os verões quentes e distantes de si agora fizeram-no sonhar brevemente, desejava estar em uma praia, desejava que o sol o aquecesse mais que tudo naquele momento. Mas Não.

Concluiu que talvez não devesse ter escolhido a Europa como local para iniciar sua jornada. Talvez devesse ter ido para algum país na américa do sul, onde a neve não chegava nem perto. Ele respirou fundo, fazendo nuvens de fumaça se levantarem a partir de sua respiração.

Aquilo não era clima para um ser humano. Ou melhor, não era clima para um centauro. Ah se pudesse se manter em sua forma verdadeira, tudo seria bem melhor. Ele dedilhou lentamente as penas que pendiam em seu pescoço. Há algumas semanas havia decidido sair, começar sua jornada em busca de... Algo. Não sabia o quê, mas algo. Pelo menos tinha o apoio de Dionísio e Hermes.

Ele só não esperava parar numa cidade bombardeada e cheia de neve. Além da neve ele ouviu os boatos sobre um assassino de médicas grávidas. Aquilo sim era um padrão anormal. Estranho até demais para um simples assassino, e talvez aquilo fosse por onde devesse começar a traçar seu caminho.

Precisava de um plano e agora tinha um. Era um plano idiota, de fato, mas era o único que havia conseguid pensar. Ele havia escalado os restos de uma casa alta, e sentou-se sobre uma janela. Ali, no escuro, procuraria esperar o anoitecer. Procurava localizar-se próximo à hospitais, em algum momento as enfermeiras teriam de sair, e em algum momento alguma coisa deveria acontecer, se não, teria que arranjar outra forma de encontrar o assassino.
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Mensagem por Wesker em Ter Jun 27, 2017 12:48 am
Londres, de fato nem eu mesmo sabia por quê exatamente havia decidido ir tão longe para começar minha busca pelos primeiros membros de minha alcateia. A cidade não estava em seus melhores dias, nada que seja de se surpreender, afinal aquele lugar era um dos maiores pontos de conflito naquela guerra que os humanos travavam.

A neve tomava conta de toda aquela cidade, o frio que fazia ali quase fazia com que eu pudesse me sentir em casa quando comparado com o lugar de onde vim. Fumaça branca era exalada de minha boca enquanto eu lia uma reportagem em um jornal que encontrei largado no chão. Aparentemente não seria por sair do Canadá que eu me livraria daquele tipo de caso, alguém andava causando caos pela cidade, assassinando pobres mulheres com seus bebês ainda em seus ventres... Todas enfermeiras.

”Interessante...” Pensava comigo mesmo lembrando-me de um caso sobre o qual eu, como um ex homem da lei, havia lido há alguns anos atrás. Jack O Estripador, o homem se tornou conhecido no século passado por assassinar brutalmente prostitutas durante varias noites. Talvez ele tivesse um fã, alguém que se inspirou o suficiente para imitar o seu estilo de assassinato. Ou, o que era mais improvável mas mais preocupante, talvez fosse o próprio Jack que resolveu fazer o seu retorno triunfal. Se pararmos para analisar, ele nunca foi capturado, poderia muito bem ainda estar vivo por ai, e mesmo que estivesse morto... Bom, digamos apenas que nos dias atuais isso não importa muito.

Talvez eu pudesse ajudar aquelas pessoas e parar o assassino, Londres finalmente estava tendo um resquício de paz e algo como aquilo poderia tirar toda a esperança daquelas pessoas. Durante a investigação, se tivesse sorte, talvez eu conseguisse até mesmo encontrar alguém digno de se juntar à minha alcateia.

”Vejamos...” Pensava novamente, tentando traçar os meus próximos passos. O maior hospital da cidade seria o local ideal para se começar a investigação, mas eu sabia que aquele lugar provavelmente estaria sendo fortemente vigiado dadas as circunstâncias, e um homem desconhecido com sotaque estrangeiro fazendo perguntas sobre enfermeiras grávidas seria algo que levantaria alguma suspeita. Minha experiência me dizia que o bar mais próximo do hospital seria o local ideal para adquirir um pouco mais de conhecimento, homens bêbados costumavam falar demais e perguntar de menos, seria perfeito. Pegando um meio de transporte ou mesmo indo a pé, caminhava até o bar mais próximo do maior hospital, e lá pedia um pouco de Rum enquanto analisava todos ao redor, procurando pelas pessoas que mais se destacassem dentre todas ali, talvez pudesse até mesmo encontrar um médico aproveitando o intervalo de seu plantão.
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Mensagem por King Arthur em Ter Jun 27, 2017 4:11 pm
Chegara à sua terra natal havia algumas semanas e ainda estava se acostumando com o quanto Londres mudara nos seus anos de exílio. A capital mostrava-se intensamente afetada tanto pela guerra quanto pelo perigo de algum novo desastre mitológico. As ruas ficavam desertas com a última luz do sol e os temores das sombras tomavam o controle.

Os últimos dias não se mostraram produtivos para a busca de Joel. Se já não fosse difícil o suficiente procurar por informações sem atrair atenções demais para si, a cidade inteira vivia com medo dos massacres que aconteciam nas frias noites de Londres. Pelas notícias que se espalhavam pelas ruas, havia alguém cometendo assassinatos a sangue frio. Não demorou muito para compreender o padrão dos ataque: mulheres grávidas, a maioria enfermeiras.

Sua razão lhe dizia para não se envolver com os problemas que aconteciam a sua volta, afinal, sabia que teria seus próprios dilemas para resolver. Todavia, aquilo estava diretamente ligado à Arthur. “ Não posso permitir que essa situação se prolongue. Um monstro como esse Jack ,o Estripador, não pode continuar vivo nas minhas terras ”. Se não fosse pelo seu orgulho como Rei, Joel não estaria seguindo uma possível vítima aquela noite.

Levantando a gola do seu casaco e pegando seu guarda-chuva, Joel se retirou da humilde lanchonete onde acabara de ter uma refeição. A jovem enfermeira havia saído minutos antes do mesmo local, e como Joel notou com o vapor saindo da sua respiração, aquela gélida noite não era segura pra uma moça andar sozinha pela obscura Londres.
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Mensagem por Akira em Ter Jun 27, 2017 9:43 pm
Soltou uma baforada gélida. Na verdade, não estava sentindo muito o frio. A resistência de Aquiles lhe permitia ficar longas horas em um ambiente gelado sem se sentir incomodada. O máximo que sentia era uma leve brisa agradável, contudo, o ar e a fumaça continuavam saindo de sua boca enquanto respirava. Deu uma olhada pela janela da sua pousada, uma das poucas que conseguiu resistir depois dos bombardeios. A bruma estava forte naquele dia. Mas isso não era impedimento para conseguir enxergar.

Tinha sido enviada ali em uma missão, depois que o Conselho de Medicina da Grécia tomou conhecimento do assassinato de doze supostas enfermeiras grávidas. A questão é que ninguém iria querer se meter ali no meio de Londres, atrás de um assassino. Com exceção de Nice. A ordem do concelho era prestar ajuda e socorro, além de analisar a causa mortis de cada vítima, procurando ajudar a polícia com a investigação, mas não era exatamente isso que Nice tinha em mente. Ao menos, não por completo.

Poderia estar num luxuoso hotel naquele momento, cogitando como faria seu próximo movimento, mas luxo e dinheiro era algo que não existia em tempos de guerra. Saiu da pousada e com passos firmes começou a se dirigir até a delegacia da cidade. Primeiramente, tinha que procurar os arquivos do caso e eles estavam divididos em dois locais: Polícia e Hospitais. Além do mais, a polícia certamente teria as fotos e os laudos do crime em questão e Nice realmente poderia fazer uma análise médica do acontecimento, antes de conjecturar qualquer coisa.

Depois de um tempo de caminhada, adentrou no centro policial e mostrou sua identidade para a recepcionista ou algum policial responsável, indicando que era uma médica de um grupo específico e bem conhecido de ajuda global.
– Meu nome é Nice Adamanto. Fui enviada para dar suporte ao último caso de vocês. Onde posso conseguir os arquivos? – Indagou, com um sorriso curto nos lábios.
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Mensagem por Gregar em Ter Jun 27, 2017 11:20 pm

A NIGHT TO REMEMBER

EP 02
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A cidade estava mais fria que em um dia frio. Faziam semanas que Londres era constantemente bombardeada por dias nublados e cinzentos. Não era raro encontrar pessoas praguejando a cada esquina. Reclamavam do frio, sobre como tudo que viam se resumia ao preto dos casacos pesados e ao branco da neblina misturada a neve. Ultimamente reclamar era a maior parte do que os londrinos faziam. Falavam mal do tempo, dos políticos e mais recentemente, da polícia. Julgavam que eram eles os culpados e incompetentes por nunca conseguirem uma dica que seja sobre um assassino que já havia matado tantas mulheres.
Já os policiais culpavam os estrangeiros. Juravam que um morador de bem da terra mãe Inglaterra, um servo da rainha, nunca faria algo tão abominável como atacar mulheres tão indefesas. Membros de uma força tarefa se espalhavam por toda a cidade como formigas. Era quase tão fácil achar um policial, quanto era fácil encontrar alguém reclamando de algo. Muita gente era vítima de olhares estranhos naquele dia.

O homem lobo Blake era um dos que se sentia sendo fuzilado por olhares. Não era dos mais discretos enquanto caminhava. Sua forma chamava atenção e olhares demais. Era grande demais, forte demais. Ouvia as pessoas falando as suas costas, mas nunca era olhada nos olhos por elas. Decidir ir até um bar, talvez tenha sido a melhor ideia que tenha tido desde quando chegou a cidade. Escolheu uma espelunca próxima de um hospital.

O lugar parecia velho e acabado desde antes da guerra. A parede descascava tinta e o letreiro com o nome do lugar estava apagado e cheio de poeira. Havia luz lá dentro. O que ele podia ver pelas fretas de uma janela coberta por tabuas de madeira. As janelas do lugar eram todas pretas, impedindo que ele espiasse antes de entrar. Sua única forma de saber o que havia naquele pesadelo era uma pesada porta de carvalho com as inicias H&D cravadas nela. O que facilmente foi transposto pelo jovem Lobo.

Blake pode sentir um grande peso em seus ombros enquanto entrava dentro do bar. Como que se uma mochila, pesada demais, fosse repentinamente jogada em seus ombros. Seu peito se contraia como se houvesse falta de ar por alguns segundos. A visão estava meio turva, mas logo voltava ao normal. Piscava duas, três vezes até que a vista clareasse e ele ficasse surpreso. O bar não era nada com o que esperava. Mais parecia uma relíquia dos anos perdidos da américa. Um Saloon americano. Com carpete colorido no piso e mesas de madeira espalhadas por o que parecia um espaço inconsciente com a vista do lado de fora. Um lugar as moscas, com exceção a um homem gordo e ruivo que estava por detrás do balcão. Ele limpava com um pano, uma grande caneca pesada, que reluzia como se feita de cristal.  

- Dia difícil é amigo? Antes que Blake pudesse fazer seu pedido ele puxava uma garrafa de Rum e servia na caneca. Colocava-a no balcão, entre os dois, e acenava para a banqueta a sua frente
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Joel tinha uma vida muito mais fácil. Havia acabado seu café da manhã em uma lanchonete e agora seguia uma moça bonita. Devia estar no meio de seus vinte anos. Joel sabia quem era ela. Havia feito uma pesquisa completa sobre Emily durante os dias que se vinham atrás. Na verdade, uma pesquisa sobre ela e o maníaco que atacava mulheres.

Sabia de poucas coisas com certeza. A primeira delas era o horário em que os ataques eram feitos. Todos eles ao anoitecer, chegavam junto com uma forte neblina, como se isto fosse o gatilho para tudo. As mulheres ficavam desorientadas minutos antes, se perdiam do caminho de casa, eram vistas andando e tropeçando na rua pelos outros. No fim das contas iriam parar em algum beco onde tudo acontecia. O maníaco as encontrava e começava seus atos quase ritualísticos. Todos os corpos haviam sido encontrados à mesma maneira. Crucificados em paredes por facas lisas e prateadas. Sem qualquer identificação clara entre si. O ventre das mulheres era violado os órgãos revirados e o pior de tudo. O feto roubado. Não havia indícios de onde era levado, nem um pingo de sangue além dos becos enxercados. Era como se o homem desaparecesse de vista.

A única dica era uma numeração deixava em cada cena de crime. Um numeral que noite após noite decrescia. A última vítima marcava o número 1. Se isto queria dizer que ela era a última, ou que ainda faltava mais uma a ser ceifada, Joel não poderia dizer com certeza. Mas sua pesquisa o levou a mais provável a ser escolhida para aquela noite. A seguia com olhos de águia para evitar o pior, apenas se preocupando se a nevoa que cercava a cidade era o assassino ou o clima brincando com ele.  

A mulher caminhava pelas ruas. Aproveitando ter sido dispensada mais cedo do hospital. Sua gravidez já durava os nove meses completos. Se não fosse pela diligencia de Emily a muito tempo ela já estaria em sua casa, mas algo naquela mulher a fazia acordar cedo todos os dias para cuidar de enfermos em piores condições que ela mesma. Uma mulher forte que poderia facilmente ser admirada.

Como de costume a enfermeira usava becos para se locomover entre a cidade. Uma pratica perigosa, porém efetiva, que poupava minutos de caminhada e multidões. Foi justamente em um desses becos que Joel, enquanto a seguia, ouviu um grito abafado. Apressando-se para a direção do beco, ele pode perceber um trio de capangas em volta da médica. Todos trajavam-se com roupas sujas e esburacadas, um deles segurava as mãos da mulher enquanto outro forçava um pano em sua boca para que ela se calasse. O terceiro estava armado com uma faca. Os três de costas para o Rei.
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Mesmo que o clima não ajudasse em nada. Ajay sabia que tinha sorte. Se soubessem de sua forma verdadeira tudo poderia piorar incrivelmente para ele. Uma fogueira poderia esquentar uma pessoa. Desde que ela não fosse presa nessa fogueira. Tudo apenas pioraria a partir daí. Calor demais também era um grande problema que ele tentava evitar sempre que possível. Por isso mesmo observava de longe. E foi por observar que viu algo que lhe arrepiou até a espinha.

Enxergava uma mulher caminhando ao longe. Seu cabelo era branco e esvoaçava pelo vento que lhe castigava o rosto. Era uma face que ele nunca tinha visto antes em sua vida, mas inegavelmente familiar. Fazia com que ele se lembrasse da vida antiga vivida antes mesmo de ter nascido. Enquanto era um centauro pleno e um formador de heróis. Se lembrava de um garoto mirrado que um dia havia treinado. Era magro demais, pequeno demais, mas com olhos que brilhavam mais do que o sol de Apolo. O garoto se tornou famoso pela sua espada. Um herói imortal que caiu por seu calcanhar.

Em um único instante Ajay recebeu todas as memorias que tinha tido em sua vida sobre aquele jovem Aquiles. Sabia que mesmo com forma diferente. A pessoa era a mesma de sempre. Os mesmos gestos e a mesma forma de andar. Ele tinha de falar com ele! Correu em tropeços em direção a mulher. Não sabia seu nome ou tinha certeza sobre seu despertar. Apenas tinha certeza que deveria encontrá-la.
Correu até perder o ambiente a sua volta de vista. Entrando disparado na delegacia. Encontrou a mulher se apresentando a uma desconhecida. Seu rosto tão nostálgico que Ajay segurava suas lagrimas. Tocou seu ombro ela mal terminava de falar. Puxou para si encarando seus olhos fundo nos dele. Nice era seu nome.

A reencarnação do famoso herói estava confusa com o puxão repentino, mas tudo se esclareceu com um único olhar. Viu naquele garoto um professor a muito tempo perdido. Memorias a espetaram como espadas de madeira. Todas vindas de uma única vez atacando sua cabeça até deixa-la tonta. Não sabia como era possível ou como aquilo realmente funcionava. Mas com um rápido olhar tinha encontrado um velho amigo. Quiron estava a sua frente. O assassino de repente, por aquele único instante, não parecia tão importante assim. Até mesmo as palavras abandonavam sua boca. Deixando-a confusa para o que estava falando. Balbuciava mais algumas coisas sem sentido. Até que a voz com quem conversava dizia.

- Quem é você? O que pensa que está fazendo aqui? Era o oficial furioso com Ajay.


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Mensagem por Kaien em Qua Jun 28, 2017 12:09 pm
Havia escolhido sentar e esperar, mas algo o distraiu. A moça de cabelos brancos que avançava na rua... Havia algo nela, apesar da certeza de nunca ter estado ali ou conhecê-la, ela tinha uma semelhança absurda com algo de sua vida passada. Sentia dentro de si uma conexão começar a se desenhar, lentamente a mente atravessava as camadas simplórias da reencarnação e tomava-o com lembranças. Um punhado de memórias enterradas que emergiam para a superfície bruscamente.

A criança. Aquela mesma que crescera para se tornar um dos famosos heróis que treinou, se não o mais famoso. Conhecia as lendas tão bem quanto conhecia as imagens que eram desenhadas em sua mente em diversas frações de segundo, sabia quem ele era, sabia que estava ali na sua frente. Sentia o peito queimar em milhares de emoções diferentes. Tinha dado sorte, realmente, muita sorte.

Os pés velozes de Ajay se movimentaram sem qualquer desleixo, descendo a construção a qual havia escalado, pulava de uma só vez e assim que conseguiu alcançar o chão acelerou na direção da garota, seguindo-a. Não pensava direito realmente, apenas seguia seus impulsos, perseguindo memórias de uma vida perdida. A nostalgia afogava-o, o peito batia numa velocidade anormal. A cabeça tentava organizar as informações, confundindo-se. Quem ele era realmente? Ajay ou Quíron?.

A mão se esticou, tocando o ombro da garota com cuidado. A mente com milhares de perguntas de uma só vez que tentavam sair ao mesmo tempo mas resultavam em nada. Os olhos se encontraram e naquele momento teve certeza: Era os dois. Abriu um sorriso suave e maneou a cabeça na direção de Aquiles, como dois velhos amigos que não se encontravam a anos.

Seu mais pródigo aluno, ali na sua frente. Um fragmento perdido de sua vida.

A voz do oficial do outro lado da mesa tirou-o do devaneio. Ajay estava sem palavras e os olhos cheios de água, ele se conteve e recompôs a sua postura, deixando os sentimentos de lado por um breve segundo. Não podia deixar que soubessem quem era. Droga. A mente calculou centenas de possibilidades de respostas e ações, mas ele resolveu confiar em Nice. Se desse errado poderia muito bem sair correndo da delegacia.

- Pelo raio de Zeus... - Praguejou por um momento, baixinho para si mesmo - Eu... Eu estou acompanhando a garota. Sou um ajudante - Concluiu a mentira quase mal contada, mas se tudo corresse como esperado ela entenderia a deixa e se lembraria dele. Rezava para que ela se lembrasse.
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Mensagem por Akira em Qua Jun 28, 2017 8:51 pm
Ergueu suas credenciais para a moça na sua frente e esperou a análise. O ambiente parecia bem fúnebre com aquela névoa ao redor. Era perigoso, também. Provavelmente o assassino se aproveitava de momentos de descuido das vítimas para realizar seus ataques. Muitos policias cercavam perímetros importantes também. Isso lhe lembrava que deveria ter cuidado com a forma que iria se dirigir até eles, já que a moral da corporação poderia estar um pouco abalada com o fracasso recorrente.

Refletia nisso quando um súbito toque em seu ombro lhe fez virar o rosto para encarar a pessoa responsável. E o que viu na sua frente era algo que ele não poderia acreditar estar acontecendo. Sentiu uma leve pontada em sua cabeça. Nice não compreendeu muito bem a situação, mas Aquiles permitia que aquelas memórias entrassem com força e velocidade absurdas, enchendo-a de informações e emoções, até que por fim deu-se conta de que na sua frente estava a pessoa que lhe tinha feito herói. Quíron, seu mestre.

A sensação não poderia ser descrita em palavras. Tentou balbuciar alguma coisa. Até sussurrou palavras inaudíveis em um grego arcaico, mas a felicidade e a sensação de se sentir acolhido era tão grande, que não conseguia colocar em palavras ou ações aquele momento. Teria dado um abraço na criatura, não fosse a imposição de uma voz um tanto quanto irritadiça com a chegada do garoto ali na delegacia.

Aproveitou da fala de Quíron para se recompor e então, na sua deixa, virou-se para o policial. – Me chamo Nice Adamanto e sou a médica líder da equipe de suporte global, com relação aos cuidados de guerra. Esse aqui, ao meu lado, é meu acompanhante, que está em fase de treinamento e foi selecionado para vir comigo, depois que o Conselho de Medicina me enviou aqui para dar suporte com análises acerca dos assassinatos que vem ocorrendo. – Deu um passo a frente, se impondo. – Então eu gostaria da sua cooperação, pois estamos perdendo tempo. – Concluiu, esperando uma atitude do policial.
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Mensagem por Wesker em Qua Jun 28, 2017 11:17 pm
Sentia a cada um de meus passos que Londres naquele momento não era a mais amigável das cidades com estrangeiros. Durante o caminho diversos olhares se voltavam para mim, nada amigáveis, vez ou outra até mesmo conseguia ouvir alguns comentários graças a minha audição aguçada, mas era esperto o suficiente para não me importar com isso.

O bar não era difícil de se encontrar, “H&D” era o que estava escrito em sua porta. Não se destacava, parecia tão acabado quanto todo o resto daquela cidade, mas apesar algo nele dava-lhe um tom de antiguidade... E não daquelas mais conservadas. Os vidros pareciam ter sido destruído pelos bombardeios, todas as janelas ali estavam cobertas por madeira, confesso que aquilo não tornava o estabelecimento muito mais chamativo que as outras coisas. Logo, eu adentrava.

”Uou...” Pensava aquilo ao entrar, fazendo algum esforço para respirar e me estabilizar. Quando tudo voltava ao normal, meu estranhamento tomava lugar. Aquela sensação... Não deveria acontecer facilmente com lobisomens, eu vivia em um lugar muito mais frio, sabia que não havia sido a mudança de temperatura que me causou aquela sensação. Talvez houvesse algo estranho com esta cidade... Quem sabe, mais especificamente, com este bar.

Quanto à aparência interna do local, com toda a certeza era bem melhor que aquilo que eu havia visto do lado de fora, parece que algumas coisas haviam sido conservadas mesmo em meio a toda aquela guerra. O que chamava mais atenção, aquele lugar não tinha nada de inglês, na verdade parecia mais ter vindo diretamente de um daqueles filmes que os americanos adoram fazer sobre a expansão para o oeste.

O homem ruivo ao fundo era com certeza o encarregado daquele lugar, e também a única pessoa presente naquele lugar além de mim. Me aproximava do balcão pronto para pedir minha bebida, quando era surpreendido pelo homem que atendia o meu pedido rapidamente mesmo antes de ouvi-lo... Coincidência? Sentava-me no banco indicado por ele à frente do balcão.

- Tá mais para um mês difícil... – Respondia, tomando o primeiro gole daquele rum após despistadamente usar meu olfato aguçado para tentar descobrir se havia algo errado com a bebida... E se era mesmo rum –Eu perdi tudo lá no Canadá, então vim para a Inglaterra em busca de um recomeço. – Bebia outro gole do rum –Mas com esse assassino à solta por ai não tem sido fácil ser um estrangeiro que chegou a pouco tempo na cidade... Só enquanto vinha para cá os olhares dos ingleses me fuzilaram mais do que os fuzis nazistas.

Respirava fundo por um tempo, olhando bem o local a minha volta e dando tempo para que o barman fazer a digestão do que eu havia falado. Durante o meu tempo como policial havia aprendido uma coisa ou outra trabalhando disfarçado para conseguir informações sobre criminosos, aquilo não era muito diferente –Mas me diga, com toda essa decoração... Você é mesmo de Londres? – Dava então mais um gole em meu rum, e fazia uma segunda pergunta –E devo te parabenizar. Não sei como, mas adivinhou que eu pediria rum quando cheguei. As pessoas não pedem isso com muita frequência à esta hora da manhã, pedem?
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Mensagem por King Arthur em Qui Jun 29, 2017 12:06 am
Joel caminhava pelas ruas londrinas calmamente, tentando não chamar atenção desnecessária em particular. O que fazia naquela manhã era absolutamente errado, mas os motivos que o levavam a tal caminho eram os mais nobres possíveis.

A mulher observada chamava-se Emily e sua gestação logo estaria completa, um alvo perfeito para o assassino em série solto nas ruas. A enfermeira era uma pessoa do bem, não desviando de sua vocação mesmo com o fardo de uma nova vida dentro dela. Enfurecido, Joel lembrava-se dos detalhes sórdidos sobre os crimes. Em especial, a numeração marcada nos corpos das vítimas o estava deixando aflito com o passar dos dias. O último fora o “1”, de modo que era esperado mais um ataque essa noite. Não queria imaginar a possibilidade de encontrar um “0” nos jornais amanhã.

O grito de Emily fez com que interrompesse seus pensamentos imediatamente. Saiu em disparada para o beco no qual ela havia entrado, avistando três bandidos em farrapos aproveitando a oportunidade que lhes era dada. Entretanto, Joel estava ali para intervir dessa vez.

Aproveitando a vantagem do elemento surpresa, agarrou algum objeto sólido largado pelo beco e avançou contra o homem armado, objetivando um golpe preciso na nuca para que apagasse. Em seguida, afastaria os outros dois agressores usando seu guarda-chuva para estocar seus pontos vulneráveis e espantá-los, claramente visando a segurança da enfermeira e intimidar os vagabundos. Preferia evitar violência desnecessária e danos permanentes nos bandidos.

Quando estivesse assegurado que Emily e seu bebê não corriam mais perigo, a alertaria em um tom repreensor – As ruas de Londres não são mais seguras para se andar sozinha. Será que posso acompanhá-la em seu trajeto para garantir sua segurança? – Tentando parecer uma pessoa de confiança, Joel ajeitaria suas roupas e reverenciaria a jovem, que possivelmente estaria assustada no momento – Está tudo bem. Eu, Johnson, não deixarei nada acontecer com você, senhorita… – Esperaria uma resposta de Emily, logo em seguida oferecendo meu braço para acompanhá-la.

Aquele era o momento perfeito para adquirir mais informações sobre a enfermeira. Talvez Joel descobrisse algo para ajudar em sua investigação.
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Mensagem por Gregar em Sex Jun 30, 2017 10:43 am

A NIGHT TO REMEMBER

EP 02
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Não era como se a secretaria tivesse aceitado a mentira da dupla. Estava acostumada em lidar todo o tempo com mentirosos e ladrões. A bem verdade é que estava pronta para se objetar as desculpas de ambos os heróis, algo sobre seu relatório não conter um assistente ou qualquer tipo de acompanhante. Ainda que antes de qualquer coisa fosse cortada por um colega de trabalho. Estava fardado como policial, sua roupa amassada e molhada da chuva escondia a barriga redonda e larga. Seu tronco era quase tão largo quanto a distância entre os ombros de Nice e Ajay. Puxava a prancheta com anotações da colega enquanto passava a mão no bigode espesso.

- Primeiro um louco chega a minha cidade e agora isso? Mandam uma mulher quando peço reforços? Londres está desgraçada se depender de gente como você.

O desgosto em sua voz era quase palpável. Em seu peito podia ser visto um bordado que dizia Detetive Jacob. Um homem claramente não feliz com a situação atual das mulheres em tantas profissões importantes da sociedade. Ele empurrava a prancheta de lado colocando-a sobre a mesa e puxava um arquivo ao seu lado.

- Tome. Divirta-se. Apoiava o envelope de papel ao peito de Ajay e saia resmungando.

Quando olhassem dentro do envelope lacrado. A dupla perceberia que se tratava do local do último incidente. O relatório dizia exatamente como chegar até lá, assim como continha fotos da última vítima feita pelo assassino em série. Todos os detalhes mais recentes do caso estavam lá, o que apesar de ser tudo que a polícia havia descoberto, não era muito. Uma única coisa parecia ser realmente relevante, uma lista que continha o nome de possíveis novos alvos, a maior parte das mulheres com o status de desaparecido do lado de seu nome. Provavelmente haviam fugido da cidade ao escutar as notícias. Quase todas estavam longe demais ou escondidas demais para serem encontradas, com exceção a viúva do Doutor Oliver, falecido a poucas semanas em um acidente horrível de carro. Emily Davies.
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O apito demorava a cessarem seu ouvido. Um som agudo que aos poucos deixava de ser estridente. Seu corpo não demorava para se acostumar com o lugar, um pouco mais quente que o do lado de fora. O ruivo apontava para o lado em um cabideiro que poderia ser usado por Blake caso ele desejasse. O lugar todo passava uma sensação de conforto e prazer, do tipo difícil de se conseguir em qualquer lugar por aí. Até mesmo seu olfato não indicava nada de estranho, fosse na bebida ou em qualquer um dos quatro cantos do bar. O lugar todo cheirava a carvalho, como se ele estivesse preso dentro de um grande barril uísque.

Tirando a leve erguida de sobrancelha do ruivo, quando via o cliente cheirando rum, nada de normal aparecia nele. Talvez o tom de voz grave e pesado, ou a cor do cabelo. Fora isso. Cheirava álcool como qualquer outro com que dividisse aquela profissão.

- Sei bem como é meu amigo. Essa caças as bruxas vêm pegando todo mundo de surpresa. Ele próprio puxava um cantil, daqueles feitos de metal, e tragava um bom gole do que quer que houvesse lá dentro. – E o pior são as aberrações que saem disso tudo. Não costumo julgar, mas...você sabe o que eu quero dizer Ele balançava a mão e gesticulava de maneira aberta quando falava. Tentando preencher ainda mais espaço do que já faria normalmente.

Com a pausa na conversa ele se virava de costas. Com o mesmo pano de antes ele começava a lustrar garrafas por detrás do balcão. O que não parecia muito esperto para alguém que trabalhava com isso há algum tempo. – Eu? Grego. Acho que você também surgiu lá, mas é o meu irmão quem entende mais dessa parte. Eu fico com a bebida e ele trata de achar clientes. Foi esse o nosso trato. Mas chega de papo furado, quer dicas pro trabalho não quer?
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Joel vencia facilmente a distância até Emily. Algumas pessoas também haviam ouvido o barulho, mas ele era o único a correr em disparado. Talvez correr para ajudar uma mulher gravida com um assassino a solta na cidade fosse loucura para a maior parte da população, mas não para o Rei Arthur.

A primeira coisa que encarou foi o tijolo pesado largado no chão. Talvez algum membro do trio o tenha carregado até lá, mas esquecido dele após a confusão ter começado. Emily lutava de maneira incompatível com sua gravidez, chutando e batendo enquanto tentavam amordaça-la.

Um movimento rápido foi o preciso para fazer o tijolo se despedaçar contra a cabeça do primeiro homem. Um som horrível foi ouvido enquanto ele despencava, mole, no chão. Sangue saia da cabeça do caído o que fez um do trio se assustar e guinchar enquanto fugia desesperado pelas ruas em paralelepípedo da cidade. O último do trio também deveria ser o mais feio de todos eles. Tinha um nariz quebrado e um olho lhe faltava de uma cicatriz feio no rosto. Este era baixo e magricela. Tentou buscar algo no casaco, mas como os anteriores foi agredido antes de conseguir reagir. O guarda chuva estocou direto em seu nariz fazendo mais sangue esguichar e o afastando de Emily. A segunda pancada foi em seu estomago, o fez se curvar. A terceira foi o que bastou para atira-lo para fora do beco pela outra extremidade. Voou até se chocar contra as pedras da calçada. Saiu mancando e xingando logo em seguida.

Emily estava sim assustada quando ouvia o discurso de Joel. Piscava por vezes até absorver o ocorrido, foi um gemido do homem que estava desmaiado no chão que a trouxe de volta a realidade.

- Seu enorme brutamontes! Foi a primeira palavra que disse. Para surpresa de Joel ela o afastava e caçava ataduras emboladas de dentro de sua bolsa. – Faça algo útil senhor Jhonson e me ajude a salvar o homem que quase matou. Mais um comando que uma solicitação. Emily guiava Joel para erguer com cuidado o tronco do homem enquanto enfaixava sua cabeça com um olhar apreensivo. Quando finalmente terminava seu trabalho, a mulher se afastava. Ainda brava com Joel ela dizia. – Penso que compreendo suas razões, mas o que pensava quando atirou um tijolo na cabeça do pobre homem? Não pensou que teria outra forma além do homicídio?

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Mensagem por Wesker em Sex Jun 30, 2017 3:57 pm
Não tinha interesse em deixar meu casaco no cabideiro naquele momento, usava-o tanto que quase não notava a diferença de estar vestindo-o ou não, e algo naquele lugar e na sensação que tive quando entrei fazia com que eu não me sentisse muito seguro ali. Apesar disso, com o passar do tempo aquele bar tornava-se cada vez mais aconchegante, quase como um passe de mágica... Tinha que admitir que era bem confortável, algo difícil de acreditar quando se olha para a faixada do local.

Com minha bebida em mãos, começava a puxar assunto com o barman, tentando saber se conseguiria descobrir alguma coisa, o lugar estava tão vazio que o ruivo podia se dar ao luxo de beber comigo. Ele tratava aquilo como uma caça às bruxas, e fazia uma observação, falando de aberrações... Falaria de criaturas como eu? Não fazia ideia, mas preferia só dar uma risada para que não levantasse suspeitas. Indagava então – Essa pessoa que tem matado as mulheres, acha que é uma dessas aberrações? – Tomava mais um gole do rum após fazer a pergunta.

O homem se virava de costas e começava a lustrar algumas garrafas com o pano que tinha em sua mão, não era muito higiênico, mas no cenário atual eu não via isso como algo que devesse ser cobrado de alguém. A conversa continuava enquanto eu bebia um pouco mais, até que o ruivo falava algumas coisas que me faziam esquecer da bebida “Eu grego? Ele não pode estar falando isso pelo sotaque...” E então o homem continuava a falar, desta vez pegando-me totalmente de surpresa.

- Trabalho? Me desculpe amigo, não sei do que está falando... Quem exatamente é você? – Indagava curioso, tudo aquilo me cheirava muito mal e eu sabia que o tal trabalho poderia ter algo haver com o assassino que vinha aterrorizando Londres. Se fosse necessário, estava disposto a me defender ali, mas mantinha um tom calmo em minha voz “Grego... Um irmão... Parece saber algumas coisas sobre mim por ter me dado rum e ter falado aquilo sobre minha origem. Quem exatamente é este homem? Será que...
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Mensagem por King Arthur em Sex Jun 30, 2017 5:42 pm
Veloz como o vento foi o ataque de Joel contra os bandidos. Empenhado demais para salvar a jovem enfermeira, agiu por impulso, de modo que não mediu forças em sua tarefa.

O embate fora fácil e rápido, como era de se esperar em uma luta de reis contra pobres coitados. Dois dos vagabundos haviam fugido, o outro, nocauteado na calçada, não daria mais preocupações à Joel. Pelo menos era o que ele pensava até Emily recompor-se do choque e correr para socorrer o homem desacordado.

Para a surpresa de Joel, a tijolada desferida no crânio do homem quase o matara. A quantidade de sangue jorrada no chão era preocupante. “ O que eu fiz? Não queria matar esse pobre coitado. “ Seguindo as orientações de Emily, Tolkien ajudou a levantar o homem para tratá-lo antes que fosse tarde demais. Quando a jovem finalizou os primeiros socorros, indagou-lhe sobre seu ato precipitado e as consequências que o mesmo poderia ter levado.

- Não sei o que dizer. Fui descuidado em minha abordagem, realmente poderia ter matado esse homem com minha força… Ao ouvir seu grito, não pensei duas vezes em socorrê-la, mas ignorei o fato de que eu poderia causar tantos danos. Me desculpe. O que posso fazer para compensar minhas ações? – Seu pedido de desculpas era sincera, afinal, sua intenção era espantar os bandidos e não cometer um homicídio, como Emily explicitara. Joel estava disposto a fazer a coisa certa para consertar seus erros.
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Mensagem por Akira em Sex Jun 30, 2017 9:50 pm
O momento de reencontro iria ter que parar por ali. Olhando a situação sabia que não iriam acreditar nas palavras de Nice com relação à Quíron. Mas não podia fazer nada. De todo o modo, não podiam negar o relatório para ela. Talvez fosse difícil, mas no fim, ela o teria, já que o propósito de estar ali era bem verdadeiro. Contudo, antes que a recepcionista pudesse falar alguma coisa, o policial em questão tomou as “rédeas” da situação.

Escutar a voz daquele cidadão não provocou nenhuma reação em Nice. Estava acostumada com esse tipo de coisa. Não foi fácil passar por diversos anos numa universidade de medicina sem uma das únicas mulheres na turma. Então aquele linguajar e entonação não lhe afetavam. Contudo, isso não queria dizer que ia deixar passar em branco. Assim que recebeu a pasta com as informações necessárias, antes mesmo do Detetive Jacob sumir, disse em alto e bom som.

- É exatamente por isso que mandam mulheres. Homens são incompetentes demais para conseguir prender alguém igual a eles. – E sorrindo, simplesmente virou as costas e saiu pela porta. – Tenha um bom dia Detetive Jacob, vou me lembrar do seu nome. – Não esperou Quíron. Saberia que ele estaria logo atrás.

Assim que se encontrou com as ruas frias de Londres, Nice virou para o garoto ao seu lado. – Como é seu nome? – Com isso queria se referir ao nome do corpo em que tinha despertado. Enquanto esperava a resposta, continuava olhando a pasta. Procurava alguma coisa que dissesse um pouco mais sobre o assassino. Poderia saber se ele tinha alguma experiência médica olhando o que ele tinha causado no corpo. Se fosse apenas um maníaco, também dava pra saber. Não lhe parecia um criminoso organizado, contudo, bastante confiante. Quando finalizou, entregou a pasta ao parceiro.

- Temos o nome. Temos o endereço. Pelo que sei, ele só ataca de noite, então ainda temos tempo. Eu preferia tentar descobrir mais sobre ele, do que exatamente sobre ela. Deveríamos ir atrás de algum hospital. Que acha de enveredar por alguns becos onde os assassinatos aconteceram no caminho até lá? – Indagou, séria.
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Mensagem por Kaien em Seg Jul 03, 2017 12:08 pm
A ignorância do homem fez o centauro respirar fundo. O mundo estava cheio deles, patéticos retardados que pareciam ter a mentalidade de homens das cavernas. Algumas coisas não haviam mudado mesmo em séculos. Conteve o riso ao ouvir a resposta de Nice e sorriu de orgulho, impressionado. Aquiles estava em tudo que a garota fazia, o modo como falava sem se deixar ser rebaixada em qualquer momento era nostálgico. Tomou caminho atrás da médica enquanto eles começavam a enfrentar o frio da cidade.

O vento cortava como facas através de suas roupas. Ele se encolheu dentro de seu casaco, tentando se aquecer - Ajay - Respondeu com um sorriso de canto enquanto já se colocava a analisar a pasta. Algumas coisas eram informações novas, outras, nem tanto. O principal de todos era a informação da provável próxima vítima, mas como a companheira havia dito, o assassino só atacava de noite. Além disso, deveriam haver  policiais de guarda.

- Nada mais justo - Disse, baixinho.
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Mensagem por Gregar em Ter Jul 04, 2017 6:07 pm

A NIGHT TO REMEMBER

EP 02
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- Uma desgraça! É isso que aquilo é!

A fúria do homem ruivo era clara. Forte o bastante para fazê-lo largar no chão a garrafa que lustrava. Era quase cômico para Blake, a forma com que ele se assustava com isso e se abaixava catando cacos e limpando a bebida do chão. Ele praguejava baixinho enquanto reunia os cacos com as mãos, grandes demais para a tarefa. Talvez o anfitrião estivesse tão confuso quanto Blake, afinal quando ele perguntava sobre o que era tudo aquilo que ele falava, novamente ele jogava os cacos no chão. O encarava incrédulo, com dúvida no olhar.

- Então...meu irmão não disse nada? Ele suspirava pesado. Pegava uma garrafa da estante para si enquanto ficava pensativo. – Quer dizer, ele deve ter tido algum motivo para não ter falado nada. Mas pelo Olimpo, poderia ter me dito que não sabia nada mais cedo. O homem virava a garrafa acima de sua cabeça, bebendo em goladas largas o liquido que estava dentro dela. Um movimento claramente estranho para qualquer um que fosse um humano. – Já que preciso dizer tudo deixe eu me apresentar. Sou Dionísio. Deus das uvas, vinhos e fertilidade. Acima de tudo, sou o dono da Taverna D&H. Dionísio e Hermes. Ele pigarreava explicando tudo. Blake não sabia se seu rosto estava corado pela bebida ou pela vergonha anterior.

- Hermes disse que alguém muito parecido a Lycaon chegaria ao bar esta tarde e pediu para me entregar isso a ele. Uma foto, meio amassada que ele passava para Blake, junto a uma chave de aparência comum. Nela o lobo podia ver uma mulher, seu cabelo longo e cacheado, o rosto repleto de sardas. – Também não sei mais do que você, mas essa mulher é a chave para os assassinatos. Meu irmão disse que tem até hoje à noite para encontrá-la, que não tínhamos muito tempo. Só me deixou a foto e disse que a chave te leva para perto dela. Só precisa colocar em uma porta. Girar e pronto.
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O pânico de Joel era rapidamente contido. Emily rapidamente agia, mesmo que gravida a agilidade não havia deixado seus dedos. Examinava a ferida e limpava-a com itens de sua bolsa, enfaixando a cabeça do homem em questão de instantes. Seu rosto, tensionado durante toda a operação não pode deixar de ser visto por Joel, era uma mulher linda, na metade de seus vinte anos. Viúva de um acidente que havia matado o pai de seu filho a poucos meses atrás. Mas nem mesmo a viuvez ou a gravidez faziam com que deixasse de ser cortejada por homens de toda cidade. Investidas que ela elegantemente se esquivava, algumas até mesmo vinham de solteiros.

- Pronto, isso deve servir.
Ela anunciava se levantando com a ajuda de Joel. – Compreendo suas ações, e sou grata pela ajuda que pode oferecer a mim e minha criança. Sua mão pousava sobre sua barriga inchada. Não faltava muito para o parto. – Se realmente insiste em me ajudar senhor, ficaria grata em sua companhia, ainda preciso fazer compras para o almoço de hoje, sua figura seria de bons ares. A sacola de compras era indicada para o homem que quando apanhada seria perguntado. – Peço desculpas por faltar-lhe com educação, mas chamo-me Emily. O senhor seria? E continuava assim que ele respondesse. – Como agradecimento por sua ajuda, ficaria feliz caso acompanhasse a mim e minha irmã em nosso almoço senhor.

Durante as horas seguintes. Joel havia acompanhado Emily pelo mercado. Por mais que olhasse, não havia nada de estranho ao redor da dupla. Apenas recebeu alguns olhares feios dos homens que cortejavam a mulher, mas nada além de olhares. Sua experiencia foi tranquila em maior parte, pode ver pela primeira vez a enfermeira próxima de seus olhos. Seus gestos cativantes com as crianças e com os idosos. A mulher estava sempre se movendo, falando e gesticulando, uma boa companhia para se ter por perto. Era estranho pensar que qualquer um fosse capaz de fazer mal a uma mulher como aquela.
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Talvez o detetive fingisse não ter ouvido a provocação de Nice, mas nenhuma resposta posterior era dada por ele ou pela secretaria. Ambos estavam livres para saírem as ruas ainda sujas da neve da noite anterior. Era cedo demais para qualquer ataque, tinham um dia inteiro a frente de ambos, o primeiro passo era simplesmente buscar informações em um local conhecido pelo assassino. Caçavam-no onde já havia estado.

Os dois sabiam seus respectivos nomes, não mais do que isso sobre as novas vidas. Mas, o bastante para dois que haviam convividos juntos por tantos anos. A ideia era facilmente tentadora para a perspectiva investigativa que tinham. Caminharam por algum tempo até encontrar o lugar. O que não foi nada difícil, quanto mais se aproximavam mais forte era a sensação ruim que tinham no peito, como se o coração de cada um da dupla fosse pressionado contra o corpo. Claramente havia magia envolvida naquele caos, era uma certeza silenciosa que os dois dividiam entre si.

As pessoas se mantinham afastadas naturalmente de cenas de ataques brutais, mas aquilo era quase surreal a dupla. As ruas estavam completamente desertas, a cada passo mais próximo, uma fina camada de neblina se formando ao tocar o chão. E tudo só piorava quando finalmente chegavam ao ponto do esquartejamento. O fedor era uma mistura de medo com o vomito dos policiais que haviam encontrado a última mulher. A nevoa era mais presente, chegando aos seus calcanhares como se fosse uma cola que os impedia de ver o chão envolta nas ruas ao redor. Foi exatamente no beco escuro a frente da dupla que o ataque havia ocorrido. O corpo removido, mas nada mais alterado, com exceção as faixas amarelas que lacravam todo o lugar.

Mesmo que precisassem romper as faixas para entrar no beco e ver melhor a cena. O que ninguém poderia alegar ter visto. Uma mensagem estava clara nas paredes do beco. Logo ao lado da enorme mancha amarronzada estavam letras do mesmo tom, formavam uma frase que podia ser lida como, “Apenas mais uma para que seu amor volte a mim! Para sempre dessa vez!”.




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Mensagem por Wesker em Qua Jul 05, 2017 2:19 am
Surpreendia-me com a reação do ruivo ao ser perguntado sobre o que era a coisa que vinha matando as pessoas. Seja lá o que fosse, parecia estressá-lo mais do que o comum, fazendo com que em seu surto de raiva ele continuasse sem me explicar do que se tratava tudo aquilo.

O vidro ia ao chão mais uma vez quando eu lhe dizia que não sabia do que ele estava falando, aquele sim era um homem bem estranho. O ruivo parecia bastante confuso, talvez ele estivesse realmente me confundindo com alguém, de fato, percebia que ele talvez não fosse muito bom com explicações. Após vários goles de uma bebida ele parecia mais disposto à explicações, e então se apresentava.

”Os irmãos estão aqui?” Surpreendia-me com a apresentação que aquele homem fazia, mas de fato sabia que havia algo anormal nele, e aquilo se encaixava perfeitamente. Teria sido simplesmente a sorte o que me levou até ali? Eu não me lembrava de ter encontrado ninguém que pudesse ser Hermes por ali que tenha me levado até aquele bar.

As surpresas se acumulavam à medida que Dionísio me dava mais informações. Lycaon, quem era esta? O deus do vinho parecia saber muito bem a minha verdadeira natureza, será então que existiriam outros lobisomens por aí? Eu desejava conhece-los, e para isto não falar nada e seguir como se realmente Hermes tivesse me mandado até ali era a melhor opção. Além do mais, naquele momento sabia que não seria uma ideia ruim me aliar a deuses poderosos como aqueles, sabia que assim como eu, eles só queriam defender o seu lar e sua família.

Logo recebia uma foto das mãos de Dionísio, uma mulher era tudo o que eu conseguia perceber ali em uma primeira impressão. Logo em seguida recebia uma chave que parecia perfeitamente normal, e a analisava enquanto dobrava a foto e a guardava no bolso de minha jaqueta. No mais aquele deus parecia não saber muito mais que eu sobre os planos de seu irmão e o que vinha acontecendo naquela cidade, mas eu parecia ter literalmente a chave para tais descobertas.

Não tinha muito tempo, provavelmente hoje a noite haveria outro assassinato de acordo com o que Hermes havia dito, e para que um deus se importasse tanto com uma humana, sabia que não aconteceria nada de bom caso o assassino tivesse êxito. “A chave me leva para perto dela... Será mágica?” Caminhava até próximo de uma porta do estabelecimento, e colocava a chave ali (faria em outro lugar caso o barman não permitisse). Em seguida virava meu corpo para trás e perguntava antes de prosseguir:

- Não teria nada que pertencesse a esta mulher e que eu pudesse farejar, não é? – Era mais uma pergunta por desencargo de consciência, sabia que a resposta seria negativa. Em seguida faria a minha pergunta mais importante – E como poderei entrar em contato com vocês de novo? Devo simplesmente voltar à este bar? – E girava a chave na fechadura. Em seguida pegava a chave e abria a porta, entrando curioso para saber até onde aquilo havia me levado.
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Mensagem por Akira em Qui Jul 06, 2017 10:30 pm
Com as informações contidas na pasta, não foi difícil achar os locais que ocorriam os assassinatos. Além do mais, a sensação presente ao caminhar nos becos não era a das mais acolhedoras, muito pelo contrário. Entendia agora, como os humanos comuns simplesmente vomitavam ou passavam mal perto de lugares como aqueles. Nem sequer gostavam de andar perto, evitando os becos por causa da sua suposta periculosidade. Além disso, tinha aquela maldita névoa.

À medida que foram se aproximando cada vez mais daquele local, a névoa ia ficando mais densa. Nice notou aquilo e definitivamente não era um fenômeno natural. Provavelmente era uma das formas que o assassino usava para deixar suas vítimas indefesas, podendo ataca-las de surpresa e sem muita resistência. Quando enfim chegou no beco onde ocorra o assassinato, a bruma já era densa, se envolvendo nos seus pés, como se tentasse mantê-la presa ali. O ambiente também não ajudava, contudo, a ida até ali não tinha sido em vão.

Da feita que seus olhos foram de encontro às palavras escritas na parede, a mulher abriu um sorriso satisfeito. Tinham conseguindo uma pista. A polícia era tão fraca que não tinha nem conseguido analisar o local direito. Entregou a pasta para Ajay e adentrou mais o beco, procurando por mais pistas ou qualquer coisa fora do normal. Talvez mais frases pela parede. Precisaria passar por entre as faixas amarelas, contudo. O que, certamente, não seria problema. Enquanto o fazia, comentava com o garoto logo atrás. – Não são simples assassinatos. É sacrifício. Mas eu não conheço nenhum tão macabro quanto esse. Não acho que seja de origem grega... – Disse, pensativa, enquanto olhava ao redor.

- O que você acha? Consegue lembrar de alguma coisa ou achar algum padrão nisso? Se não, podemos visitar mais um ou dois becos onde os assassinatos ocorreram. Talvez tenha algo mais. Se formos infrutíferos, seguimos pro hospital. – Comentou, enquanto esperava algum posicionamento de Ajay.
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Mensagem por Kaien em Sex Jul 07, 2017 12:48 pm
Tossiu com o ar tóxico e fedorento do local. Aquilo parecia bem uma cena de histórias e contos de terror, um beco cheio de névoa. " Quer algo mais clichê que isso ? " Pensou. A camada de bruma que se enrolava em seus pés conforme eles avançavam parecia quase mágica e Ajay quis saber como os policiais haviam sido capazes de investigar uma cena daquelas. Era quase impossível ver, e se a névoa estivesse alta durante o ataque, seria mais difícil ainda.

Sentia em seu âmago um incômodo por estar ali, uma sensação horrível. Era seu psicológico sendo afetado. Havia visto todos os tipos de criaturas durante sua vida passada, e até mesmo em sua atual, mas aquilo era de longe a provável mais brutal de todas. Se tivesse a oportunidade, exterminaria aquilo da existência.

Eles começaram a avançar para dentro da cena, passando as fitas amarelas que os mantinham do lado de fora e analisando o local - Sacrifício? Que tipo de ser é capaz de roubar um feto para usar de sacrifício ? - Perguntou, tanto para Aquiles quanto para si mesmo. Tentava acessar em sua mente as memórias do centauro, procurando qualquer resposta para aquilo, quando não teve sucesso ele respirou fundo diante de esforços em vão - Sim, concordo - Ele respondeu - Talvez possamos confirmar sua teoria - Isso se o assassino fosse idiota o suficiente para deixar mais frases soltas pelas cenas.
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Mensagem por King Arthur em Dom Jul 09, 2017 12:12 pm
Joel observava impressionado a habilidade de Emily como enfermeira. O homem desacordado recebeu os primeiros socorros da moça com uma rapidez eficaz que seria vital para sua sobrevivência. Apesar das limitações que sua gravidez que opunha, seu caráter mostrou-se inabalável perante os olhos de Joel.


Resolvido a situação do assaltante, Emily gentilmente convidou seu “salvador” para acompanhá-las – ela e seu bebê – nas compras para um almoço, o qual seria preparado pela mesma. -Seria um prazer fazer companhia à senhora. Meu nome é Johnson Tolkien, mas pode me chamar de Joel. – Ainda era o começo do dia, havia tempo para que Joel conseguisse analisar com mais calma a rotina da jovem enfermeira e tentar descobrir alguma informação que o levasse ao assassino à solta.

O dia passou tranquilamente. A rotina da Emily não tinha nada de especial, exceto pela atenção e carinho que ela dava às pessoas sem esperar nada em troca, uma mulher de coração puro que merecia viver com tranquilidade. A ideia de que ela poderia ser o próximo alvo de uma série de crimes tão brutais não fazia sentido para Joel. “Por que ela? Qual o motivo desses assassinatos?” Os questionamentos internos dele o perturbou até o ponto que não conseguiu mais manter em segredo suas verdadeiras motivações para estar ali com a enfermeira.

-Senhora Emily, preciso lhe fazer uma pergunta: Você ouviu sobre a série de assassinatos que está acontecendo por Londres? – Poderia ser difícil, mas Joel tentaria tocar no assunto de maneira delicada, afinal, falar sobre desmembramentos e raptos de fetos para uma futura mãe era uma grosseria colossal. -Minha intenção não é preocupá-la, mas muito pelo contrário. Prezo pela sua segurança e de seu bebê… Acredito que as ruas não sejam seguras para você nesses dias sombrios.
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Mensagem por Gregar em Ter Jul 11, 2017 12:10 am

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EP 02
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Blake podia ver um único fio enrolado ao tomar a chave em mãos e seu faro indicava que aquilo era cabelo humano. O farejar rápido indicava o cheiro de shampoo feminino. Cheirava a canela e a lilás. Fragrâncias que o lembravam do campo e dos cheiros bons da natureza. Não do odor de mijo que as cidades tinham. Sua única e melhor pista, visto que assim que a chave tocava a fechadura a mesma sensação de estar perdido o atacava.

Em um piscar de olhos Blake se virava para trás encontrando um casebre abandonado. Não estava mais no luxuoso bar de segundos atrás, a condição precária do local com tantas janelas quebradas e o frio que podia farejar indicavam a mesma Londres de alguns minutos atrás. Nada de Dionísio para pedir ajuda ou perguntar sobre como aquilo funcionária. Ou o quão rápido tudo iria funcionar.

A porta a sua frente abria antes que se desse conta. O outro lado estava escuro, sua mão colada a chave como que por um passe de mágica. Blake não sentia nada do outro lado, como se tivesse pulando para dentro de um buraco escuro, seu corpo freava o ímpeto de abrir a porta, ainda que algo o puxasse para dentro de si. Forte como a gravidade agindo em cima de uma pedra atirada. O que era bem mais forte que a vontade de Blake de sair daquele lugar, de ignorar o buraco que a porta havia se tornado. Ele literalmente caia para frente, como se puxado pela gravidade da porta. Tudo escurecia.
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O vazio era o que mais incomodava a dupla. Não haviam pedestres, carros, carruagens ou sequer um rato naquelas ruas. Todos agiam como se os becos pudessem ser evitados, ou melhor, como se devessem ser evitados a todo custo. O mesmo não era valido para os dois detetives que atravessavam sem demora a barreira de fitas amarelas. Ambos cara a cara com a cena do assassino e do que havia sobrado de uma antiga médica conhecida da cidade.

O mais perceptivo era a forma deixada entre os tijolos cinzentos, um contorno ainda pálido, perfeitamente humano, rodeado pelo sangue seco marrom. Quando se aproximavam da figura crucificada era possível encarar melhor as marcas de chagas do cristo improvisado. Um conjunto de dez furos que cortavam os tijolos ao invés de corta-los - três pregavam juntos os membros inferiores, três para cada um dos braços e o final ao pescoço da vítima a mais provável causa de morte. Aquilo que havia sido usado para prender as mulheres era maior que um prego, tinha a forma de folha como visto em facas de jantar e não deixava rastro qualquer além do rasgo na pedra.

Com exceção as pegadas dos prováveis policiais, a cena se mantinha relativamente intacta com pegadas parando abruptamente próximas do local da crucificação. Fora a marca do arrastar quando a mulher havia sido removida, não havia qualquer cena de luta antes ou depois da crucificação. Nice pessoalmente achava o fato curioso visto que nas fichas lidas por ela, os únicos ferimentos e causas de morte se davam nos prováveis momentos em que vítima era pregada. Era claro para os dois de que ninguém se permitiria ser preso aquela maneira sem reagir ou se debater em dor.

A análise também não revelava nada sobre como a mulher havia ido até aquele local, com os rastros apagados pela neve ou pelo vomito. Como esperado não haviam muitas pistas que pudessem ser aproveitadas. Este era o grande problema enfrentado pelos policiais, com a falta de pistas e com mentes correndo soltas, as pessoas passavam a acusar assassinos imaginários. Jack, o estripador era um deles.

- Não deviam ter entrado aí.

A voz terna chamava a dupla para longe da cena grotesca. Ajay era o primeiro a se encantar pela figura que chegava sem ser avisada. Sua vista era puxada para as ancas largas e direto para as coxas bem torneadas. Saltava em vergonha para cima, passando pelos seios volumosos até encontrar-se com o rosto pálido e repleto de sardas. A face que os encarava em dúvida com duas esmeraldas que completavam seus olhos, rodeada pelo fogo que eram os cachos ruivos bagunçados ao seu redor.

A barriga estava inchada, mesmo que oculta por detrás de vestes pesadas e elegantes, comuns em cidadãs de classe elevada, passava desapercebida pelo centauro. Mas não pelo outro herói que a reconhecia de maneira imediata. Mesmo meio escondido por detrás de um buque de flores brancas, seu rosto era igual ao da imagem no ficheiro de Nice. A última enfermeira que havia sido marcada como alvo.
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Nenhuma surpresa encontrava Joel em sua tarde. Apenas maçãs que eram dadas de presentes por comerciantes contentes em ver alguém como ele ao lado de Emily. Sorrisos lotavam o rosto de cada um dos habitantes, até mesmo Emily enquanto o guiava pelas ruas de pedra contando histórias sobre pacientes acidentados que havia atendido. Por pior que fosse a situação, sua forma leve de tomar a conversa tornava tudo como um conto. Um no qual ela sempre salvava uma vida como em um milagre.

A dupla caminhava pelo subúrbio, com Joel levando uma pesada cesta com pães, carnes e especiarias até que se aproximasse da casa onde Emily vivia. Ampla e com pelo menos dois andares, incompatível para a renda de uma simples enfermeira e repleta de brasões prateados, esculturas ovaladas em formas de manticoras frente a escudos redondos.

Emily se mantinha leve até mesmo quando o assassino era comentado pelo futuro rei. – Acredito que nós dois ficaremos bem. Sua mão repousava de maneira acolhedora sobre a barriga. Pela primeira vez o azul dos seus olhos ficava opaco, não por mais que um instante. - Vivemos em tempos difíceis meu senhor, as ruas não são mais seguras que meus portões. Posso viver com medo dentro deles, ou do meu jeito fora deles. Sua voz tremulava com determinação, doce, porém forte. Joel encontrava algo em seu cenho franzido, não era medo, mas não sabia dizer exatamente o que.

Uma conversa que era interrompida pelo abrir abrupto de uma porta próxima dos dois. Bem a frente deles, quase mais caindo que caminhando, Blake surgia da entrada da casa de Emily, encarava direto a mulher que era uma imagem perfeita para sua foto. Sardas no rosto estavam compatíveis, o mesmo corpo com seios volumosos comuns em mulheres prenhas. Mesmo que houvesse imaginado o cabelo de outro tom, o louro parecia estranho nela, como se a cor de palha estivesse forçada demais em si. Os olhos marinhos encaravam Blake com a curiosidade de uma criança.

- Poderia saber o que fazia em minha casa. Senhor? Sua voz causava um arrepio a espinha de Blake. Algo estava errado e não era só o tom do cabelo da mulher. Tinha algo naquele lugar que fazia com que ele torcesse seu nariz. Um odor que o fazia se arrepiar da cabeça aos pés.


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Mensagem por King Arthur em Ter Jul 18, 2017 11:57 am
Naquela tarde Joel testemunhou o carinho e a admiração que Emily recebia das pessoas que a conheciam. Sempre acompanhado por sorrisos alegres, vendedores e ex-pacientes animavam-se quando a futura-mãe aparecia para cumprimentá-los. Mesmo acompanhada de um homem estranho, ninguém ousava tratá-la com desdém e ficava claro para Joel o quanto ela era adorada pela vizinhança.

Quando terminaram de fazer as compras, a dupla dirigiu-se para a residência de Emily, uma bela construção de dois andares e elegantemente ornamentado. “Essa não é a casa de uma enfermeira comum. Deve ser a propriedade do marido falecido.” Joel decidiu elogiar a moradia de Emily antes de indagá-la sobre o assassino em uma tentativa de amenizar o peso do assunto.

A resposta que ele recebia era de uma mulher forte e corajosa, mas Joel não pôde deixar de notar a falta de prudência de Emily. Suas atitudes perante o risco de pôr a sua vida e de seu bebê não faziam sentido. Afinal, como ela podia agir com tanta confiança? O pressentimento de Joel o avisava que a enfermeira estava escondendo alguma coisa…

Abruptamente, de uma das portas da residência surgia um homem estranho. Joel não havia sentido a presença de outra pessoa que não fosse a Emily, sendo surpreendido pela aparição do sujeito. Sem perder tempo, Joel largou a cesta que carregava em uma das mesas e se interpôs entre a enfermeira e o homem suspeito. Em tom de aviso, falou - Quem é você? Um ladrãozinho que decidiu roubar de uma mulher grávida e indefesa? Ou pior, o inescrupuloso assassino que vem aterrorizando Londres? Responda a verdade e talvez o poupe da punição que mereces! – Joel podia dizer que aquele não era um homem comum, mas não sentia a aura maligna vinda de um assassino. Contudo, deveria manter-se atento a um possível ataque, preparando seu corpo para proteger-se e à Emily.
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Mensagem por Wesker em Qua Jul 19, 2017 12:12 am
O cabelo naquela chave me dizia alguma coisa sobre o seu funcionamento, no meu entendimento, a chave precisava estar junto de algo que a ligasse a seu “alvo” para que pudesse funcionar. Uma ferramenta útil, certamente, talvez Hermes não se importasse se eu acabasse ficando com aquilo.

Quando a chave tocava a fechadura aquela sensação desconfortável de quando entrei no bar retornava, e subitamente eu percebia que realmente não havia chegado até Dionísio por acidente “Aquele Hermes realmente planejou tudo...” Pensava enquanto via uma porta diferente se abrir à minha frente, e repentinamente uma força muito grande me empurrava para dentro dela sem que eu pudesse reagir.

Via-me então em frente a um casal, provavelmente já dentro da casa da dona daquele fio de cabelo “ Deuses... Isso vai ser difícil de explicar Lamentava pouco antes de ouvir a voz da mulher me interrogando, e reparar que aquela era exatamente a mulher do retrato... Exceto pelos cabelos. Seu rosto, sardas, cabelos, até mesmo grávida aquela mulher continuava a ter um corpo invejável para a sua condição... Seria ela o próximo alvo do assassino?

Meu raciocínio era interrompido pelo homem que a acompanhava, e se colocava entre nós. Aquele também parecia ter algo especial, mas não era a aparência... Talvez fosse corajoso demais comparado aos homens de terno que eu estava acostumado a ver “Irônico ser acusado de ser o homem que estou caçando...” Lamentava “Isso vai ser muito difícil de explicar” Respirava fundo, e erguia as duas mãos para o alto como gesto de rendição.

- Sou Blake, um detetive. – Dizia –Recebi pistas que me levaram até esta mulher... Acredito que ela possa ser o próximo alvo do assassino. – Abaixava a mão direita devagar, e buscava a foto da mulher em meu bolso, mostrando-a ao casal –Vejam. É você? – Perguntava calmamente, entregaria a foto caso algum deles pedisse. Eu nunca esquecia de um cheiro, de qualquer forma. Pegaria então meu antigo distintivo policial em um pequeno bolso na frente de meu peito, mostrando-o a eles:

- Veem? Polícia canadense. Peço perdão pela invasão senhorita. Se preferirem, podem me amarrar para garantir, só peço que me deixem ajudar. – Dizia aquilo, novamente em posição de rendição. Era sincero, deixaria que me rendessem e me amarrassem caso assim desejassem, eu sabia que caso fosse necessário poderia me livrar de qualquer corda. O importante ali é que algo cheirava mal naquela casa, e eu precisava ganhar a confiança daqueles dois e continuar ali para saber do que se trata.
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Mensagem por Akira em Qui Jul 20, 2017 10:18 pm
Franzia o cenho à medida que se aproximava de onde o corpo tinha sido colocado. Estava realmente interessada em todo aquele caso. Era peculiar demais. Aquilo não era o caso de alguém comum. Não era um nazista fazendo aquilo. Era um outro tipo de monstro. Um bem mais perigoso do que qualquer alemão poderia ser. Observava com cuidado as marcas nas pedras, causada pelos pregos. O que lhe confundia, contudo, era que mesmo com toda a brutalidade o trabalho se mostrava preciso demais, como se a pessoa que o fez já tivesse feito aquilo muitas e muitas vezes. Bem, existiram onze assassinatos, mas era como se já tivesse realizado esse mesmo “ritual” no passado.

Além disso, na ficha dizia que não existia nenhuma marca de resistência nas vítimas. Como elas era atraídas para aquele local, naquela névoa densa e acabavam ali sem ao menos resistir? Mesmo que tivessem sido surpreendidas, deveriam ter lutado, de alguma forma. Esse era o ponto que não fazia sentido em toda aquela história. Iria se virar para questionar Ajay quanto a isso, mas foi interrompida pela voz e aparição de uma figura peculiar e que reconheceu de imediato. Ao invés de surpresa, os olhos de Nice se estreitaram. Aquilo estava muito estranho. Estranho até demais e, talvez, pouco a pouco, as coisas poderiam começar a fazer sentido na sua mente.

- Também não acho que seja local para uma pessoa grávida. Muito menos com um serial killer à solta, por ai, não é mesmo? – Disse, com um sorriso sarcástico nos lábios. Aquela era a última garota que seria a provável vítima do maníaco. O que diabos ela estaria fazendo andando por aqueles becos completamente sozinha, principalmente vindo em um dos becos onde um dos assassinatos tinham acontecido? Questionamentos dúbios demais aqueles. Nice colocou a mão na cintura, esperando a resposta da mulher com um sorriso nos lábios.

Isso, contudo, não significava dizer que estaria despreparada. A verdade era que Nice estava bastante desconfiada com toda aquela situação e aparecimento súbito naquele ambiente em específico. Em qualquer movimento hostil, ativaria Aegis e em primeiro lugar, procuraria manter o rastro da mulher. Se tinha uma coisa não era sua amiga naquele momento, era a névoa.
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Mensagem por Kaien em Sex Jul 21, 2017 8:16 pm
Ele respirou fundo quando não obtiveram muita coisa. Ajeitou o casaco sobre si mesmo enquanto a mente procurava qualquer sentido e conexão entre as pistas. Cruzou os braços enquanto encarava a situação à sua frente, começava a entender por quê ninguém havia descoberto o assassino ainda. O vazio a sua volta se somava ao frio e lhe enchia de arrepios, queria sair dali. Mas aquela cena toda lhe revoltava, inspirava Ajay a procurar quem quer que fosse o maldito que havia feito aquilo. Que tipo de humano faria isso?

A única explicação racional que havia obtido até o momento para o fato das vítimas não oferecerem resistência havia sido algum tipo de droga, mas ainda sim, era estranho. E no entanto, Ajay não era uma pessoa racional. O mundo não era mais um lugar para o "normal" e talvez aquilo não fosse uma simples pessoa.

- Ei, sabe o qu... - Foi interrompido pela voz súbita. Foram um misto de sensações, a primeira foi a atração, a mulher que apareceu era simplesmente linda. A segunda, foi uma sensação ruim que passou por cima da primeira de uma só vez. A mulher que era suspeita de ser a próxima vítima estava agora ali, na sua frente. Uma centena de pensamentos correram através de sua cabeça naquele momento, até mesmo o de que ela fosse o assassino, algo pouco provável que descartou rapidamente.

- Nem um de nós deveria - Ele sorriu.



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