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Red Sun At Morning - Monschau

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Mensagem por Vince em Qua Jul 12, 2017 1:09 pm
Todos os “companheiros” de Vince agora se armavam para o combate. Ele ainda de pé em cima do banco sorria com a ironia da situação. Pobre padre. O jovem entendeu do que aquilo se tratava. Odin queria instaurar ele próprio como uma religião absoluta, queria o poder vindo da fé daqueles homens. Ainda bem que ele mesmo não era mais um deus. Não dependia da crença dos outros para conquistar sua força.

Hades por sua vez não fazia tanto espetáculo. O poder dele vinha do medo, do desespero dos homens. Sempre foi assim, desde os dias antigos na Grécia. Apenas a existência de mais despertos a cada dia devia tornar aquele homem mais forte.

A fênix por sua vez era mais parecida com ele. Ela precisava do reconhecimento. Um pouco de crença, um pouco de medo, um pouco de amor. Tudo deixava aquela entidade mais poderosa e a mulher que a portava ficava ainda mais aterrorizante. Aqueles com certeza eram seres complicados de lidar.

Ele não estava confortável com aquela situação. Era um herói. Deveria estar salvando os outros e não matando. Por mais que Vince não ligasse a personalidade de Hércules aparecia mais forte dentro dele a cada dia.

Eram monstros aquelas criaturas que o cercavam. Estavam corrompidas e deveriam ser finalizadas. Não sabia como salvá-las e se tivesse de matar elas para sair vivo dali o faria.

Apoiou a mão no encosto daquele banco. Era um assento de madeira longo para mais de uma pessoa se sentar por vez. Pesado, duro. Ia servir. Pulou por cima do assento sem tirar a mão dele e no momento que seus pés tocaram o chão ele ergueu o móvel e o lançou com força na direção de uma das criaturas.

Hércules não era tão magico quanto as outras entidades ali, mas era forte e era apenas disso que precisava. O rifle ainda estava na outra mão e ele correu na direção do monstro. Antes mesmo do banco alcançar o alvo ele já tinha disparado. Aquele rifle agora era sua clava e ele ia girar contra o maxilar da criatura, com força suficiente para quebrar o crânio de um homem.
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Mensagem por O Desperto em Ter Jul 18, 2017 12:53 pm

RED SUN AT MORNING

EP 01
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Odin se ergueu em seu cavalo místico, avançando contra os inimigos de uma só vez com sua espada em mãos. A lâmina embebida em fúria e vontade de sangue. Ele era afinal, um deus da guerra e aquilo não era nada mais do que um simples jogo para ele. Uma única batalha com o propósito de ser vencida. A montaria avançou com suas incontáveis patas, atropelando o primeiro lobisomem que estava a sua frente antes que a espada tivesse chance de se aproximar. Ele ouviu ossos estalarem conforme passava por cima, seguindo seu caminho.

O atropelado ficou ali, detonado no chão por alguns poucos segundos enquanto já se colocava em pé. Os músculos que haviam sido esmagados pelas oito patas retornavam ao lugar com facilidade e os ossos se reconstruíam numa sinfonia de agonia.

Mas não havia tempo para se distrair. Conforme o alemão atropelou o primeiro um segundo havia sido rápido o suficiente para saltar contra ele, fazendo os dois rolarem pelo chão e a espada do general deslizar para alguns centímetros para longe dele, o suficiente para trazê-lo próximo a morte. Se esticasse seu braço a alcançaria facilmente, mas se o fizesse, a criatura em cima dele o rasgaria em pedaços. Tinha que pensar rápido.

A fênix se ergueu no céu, disparando rajadas de fogo no chão e fazendo-as se dispersarem numa velocidade incomum. As chamas percorreram pelo campo de batalha lá embaixo, iluminando a cena e desenhando sombras fantasmagóricas pelas paredes, pegou um dos lobisomens em cheio e ele começou a arder em fogo, soltando grunhidos e uivos descontrolados, o fogo fez outro se afastar e impediu um terceiro de investir contra Héracles.

E mesmo em combustão o lobo não parou. Ele canalizou sua fúria em seus movimentos e começou a investir através da pilastra, uma chama ambulante que escalava furiosamente a construção.

O segundo andar havia sido detonado quando Scarlet soltou seu fogo para os lados, sentia o cansaço energético começar a afetá-la suavemente, mas ainda distante. Quando o fogo alcançou a parte superior da catedral ela viu tudo começar a ser destruido. Se espalhava como uma praga: correndo por cima das folhas, da madeira e inundando a biblioteca superior inteira em luzes vermelhas dançantes. Era uma maldita livraria lá em cima, toda brilhante agora.

O toque de Scarlet começou a se alastrar por toda a catedral e segundos depois tudo estava pegando fogo. Houve uma explosão estranha que não deveria acontecer atrás da estátua de Jesus Cristo que o padre havia morrido em, cujo o cadáver agora estava prestes a se tornar cinzas.

Momentos depois o lobo que pegava fogo disparou da pilastra diretamente para Scarlet, fazendo ambos caírem no segundo andar. Lá de cima ela viu o que havia explodido: Havia uma passagem secreta atrás da estátua no altar do padre. Mas não havia tempo para isso, tinha que lidar com a criatura em chamas a sua frente que berrava e fedia a carne podre.

Hades se sentia bem. Apesar do ferimento na perna ser um incômodo, era algo pequeno diante da grandeza do sofrimento e desastre que se alastravam ali. Chamas, gritos, sangue. E havia sido o mesmo sangue que havia feito dele um alvo. As magias que conjurou agiram rapidamente, caçando a alma do lobisomem à sua frente e fazendo-a arder. Por um breve momento ele ficou paralisado em agonia, mas assim que se “acostumou” com a dor ele pulou na direção de Hades.

O lobisomem não era simplesmente uma criatura querendo mata-lo, estava em frenesi. O sangue jorrando da perna de Narcisse era um estímulo para ele, podia farejá-lo mesmo por debaixo das ataduras que protegiam-no e era o suficiente para que a criatura ignorasse qualquer outra coisa, fosse a dor, fosse sua própria alma. Ele tinha de destruir.

Sendo o ataque inesperado e o salto simplesmente anormal as garras foram diretas, mirando no peito do deus e ficando, atravessando carne e músculos, jogando-o no chão e caindo por cima dele. Atrás dessa criatura uma segunda já se aproximava, pronta para o ataque.

Hércules por sua vez tinha tudo sobre controle. A força dantesca do herói permitiu que ele fizesse aquilo com tanta facilidade quanto erguer uma pena. A “cadeira” de igreja se levantou no ar e desceu em seguida com mais força do que se erguera. Ela se rompeu quando encontrou o tronco do monstro à sua frente, lascas saltaram aleatoriamente no ar e o assento virou dois menores.

Não houve pausa. O rifle, que agora era um porrete, foi diretamente no maxilar duro e bruto do lobo, fazendo um sonoro “creck” que entortou o rifle pra direita enquanto deslocava a mandíbula de seu inimigo. O lobo caiu no chão no mesmo segundo, batendo a cabeça e desmaiando por um breve momento.

Um segundo lobo iria se lançar contra Hércules mas as chamas da fênix desceram, separando os dois, tempo o suficiente para todos ali entenderem que toda a construção estava em chamas e poderia desabar a qualquer segundo. As paredes queimavam, o chão queimava e rodeava a batalha. Tudo estava um caos completo.

O herói viu quando o lobo que ele havia acabado de derrotar começou a se levantar lentamente, tentando se recompor – Você... Não... pode... nos... Matar – Ele disse em meio a rugidos. E ele estava em pé de novo. Não totalmente recuperado, mas a mandíbula começava a se por no lugar sozinha como uma espécie demoníaca de regeneração.


Prazo: 3 Dias.



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Mensagem por Gilmour em Qua Jul 19, 2017 7:38 pm


Hades, Lord of the Dead



 



SUBLIME, a única palavra que podia definir aquele momento. O sofrimento, a dor, desespero, raiva e outras emoções que se encaixam no mesmo nicho corria pelo meu corpo como se fosse o próprio sangue de minhas veias. O que sentia era algo tão simples e revigorante quanto o prazer, como se meu corpo queimasse com o êxtase.

Maldito sejas, demônio — a última palavra carregada com ódio tamanho que era comparável ao que a criatura sentia pelo seu criador.

Ao término de minha fala, comecei a conjurar mais uma vez minha translocação, aproveitando do vigor que sentia pelas emoções ruins do ambiente para poder suportar a dor excruciante em meu peito, no último instante de minha habilidade, antes de desaparecer dali, utilizei toda a força física que tinha — mesmo que pouca, para empurrar o licantropo para longe.

Estava novamente diante de onde estava o Padre outrora, cortei minha canhota com o cristal do anel que empunhava, abrindo o portal após andar alguns passos para longe de onde estava, fazendo com que ele permanecesse a cerca de um metro ou um metro e meio de onde permanecia o corpo da santidade mais cedo.

Venham até mim, criaturas do inferno — vociferei, algo não usual mas que se faz necessário em dados momentos.

Aguardei para que o maior número de lobisomens possíveis saltassem contra mim, movendo-me como anteriormente para trás do portal onde ficava os restos já não muito visíveis daquele que fora autoridade da capela. Fugindo assim, das presas e garras dos monstros que anseiam por sangue.




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Mensagem por Gregar em Sex Jul 21, 2017 11:04 pm



Odin, lord of the hanged



   



Tomava aquele momento para ponderar. Juntava as peças do quebra-cabeças, uma a uma. Aos poucos é verdade, mas uniforme. Lobos que mordiam humanos entravam na categoria dos cães que mordem os donos. Precisam ser disciplinados. Descobrir que para cada ação vil há uma punição dura e fria. Como o aço que voava, longe demais para ser alcançado, quicando em algum lugar distante e tão esquecido que não me preocupava.

Havia sido jogado de meu cavalo! Isso havia me incomodado. Uma ousadia eu poderia dizer, mas não enquanto estivesse tão feliz em rolar pelo sangue. Podia sentir o bafo da morte a minha frente. Vinha junto ao fedor acre da carne em putrefação na saliva do lobo. Ele sim estava sobre mim. Uma mão com garrafas afiadas erguida alta. O coitado devia pensar que estava perto de talhar alguma coisa. Não odiava aquele tipo de ingenuidade. Admirava todos que davam socos grandes demais e eram descobertos em meio ao caminho. Eram muito mais sinceros que os lutadores de verdade.

Esses sim sabiam como dar um soco de verdade! Todos os golpes eram fingidos com muitos levando a lugar nenhum. Odiava lidar com gente indireta, que recusa aquilo que foi feita para fazer. Os lobos nesse sentido eram muito mais admiráveis. Com eles eu conseguia apreender muito sobre a vida. Começando com a razão pela qual se moviam, passando lentamente sobre formas de se matar um ser imortal. Útil demais para quem lida com uma fênix em uma base diária. Aprender sobre ela não era mais do que uma obrigação que me era divertida. Mesmo quando ateava fogo em livros acima de minha cabeça.

Isso era um desapontamento. A explosão de raiva que Scarlet sentia fazia com que ela se tornasse estupida. Refém do próprio poder, incapaz de aproveitar aquele momento de ternura que tínhamos com os lobos. Precisaria ser mais duro com ela em vezes futuras. Disciplina-la para que aquilo não se repetisse. Faltava-lhe a disciplina que vemos em tigres o tempo todo. Adestrados em circos pela dor dos chicotes. Um estalar ao vento faz com que se tornem gatos medrosos. Incapazes de reagir até quando o treinador enfia a cabeça entre suas presas. Curiosamente não percebem que um movimento é o que precisam para se verem livres. Provavelmente são abatidos caso matem os treinadores, mas tigres, tal como os lobos, não são espertos a ponto de reconhecer um fato tão distante. Os chicotes ainda os aterrorizam.

- Ah. É isso.

Quase não ouvia a própria voz nos ouvidos. Havia gostado da ideia que tinha. Ao meu redor a jaqueta do uniforme ainda estava inteira, o cap na cabeça. Mais fácil era perder a arma que tinha em mãos do que minha boina. Assoviava rápido, não para lidar com meu lobo, mas para meu cavalo continuar a brincar de pisotear o outro lobo. Um cavalo que era mais espirito do que carne. Mesmo que morresse agora, sabia que não ficaria assim por muito tempo. O que apenas me lembrava sobre como cavalos de guerra eram incríveis. Pesados e cheios de vigor. Nem um lobo poderia parar aqueles coices, uma pessoa teria o pior de seu interior revelado em uma brincadeira.

De volta ao meu próprio lobo. Aquele que encarava com um sorriso no rosto. Deixava a magia fluir por dentro de meu corpo, tornando a roupa ao meu redor em ferro retorcido em elos. Cada um deles laminado e com espigões, um ligado ao outro em uma corrente prateada e de beleza descomunal. Duas pontas eram terminadas por espigões pesados como os de lanças, unidos aos elos respectivos. Não que pudesse esperar muito para contemplar minha criação. Preferia observar seu uso. Com um comando mental, ainda enquanto a corrente se formava, guiava ela contra o lobo acima de mim. O alvo marcado não era externo, na verdade empurrava a corrente contra seu focinho, entre as presas, fazia com que ele engolisse elo após elo. Expandindo o material à medida que ele era pego. Seus braços, pernas e todo sistema digestivo seriam rasgados por dentro, enquanto retorcia a corrente e o fazia se erguer. Uma marionete feita de pelo e ferro! Era isso que queria, também queria a espada, que buscaria logo em seguida. Acima de tudo queria mais deles. Continuaria com o ato enquanto tentava capturar mais e mais dos lobos.



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Mensagem por O Desperto em Qua Jul 26, 2017 1:37 pm

RED SUN AT MORNING

EP 01
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Medalhas, fivelas, armas, moedas, zíperes, símbolos, todos saltaram de uma só vez, conforme a energia se desenrolava por cima do metal, deslizando como eletricidade e transmutando, retorcendo cada pedaço de aço em uma corrente com misturas de prata, ouro e ferro. Os espigões pontiagudos saltaram para dentro da criatura, rasgaram os músculos e órgãos caminho à dentro do lobo numa brutalidade anormal, o sangue jorrou no rosto do nazista, lavando o chão e a parte superior de suas roupas enquanto dilacerava o monstro por dentro. Ele conseguiu se erguer, e a corrento se levantou com ele, era um esforço físico e mágico que ele quase não conseguia manter e teve que cessar após matar o primeiro deles.

Não longe dali Sleipnir pisoteava o lobo incansavelmente, sem cessar sequer por um segundo até transformar a criatura em uma pilha de órgãos retorcidos no chão e tripas espalhadas, misturada em poças de sangue e restos de crânio esmagados.

Havia destruído dois dos oito lobos, mas sua energia mágica havia sido praticamente esgotada, tinha que se recuperar ou pagar o preço por forçar o limite de seu corpo. Além disso o fogo da fênix havia começado a se alastrar por todos os lados, cercava o grupo e começava a consumir a porta, transformando a única saída deles em uma barreira de chamas.

Em cima deles uma estrutura vacilou, tinha que agir rápido. O teto começava a despedaçar exatamente sobre a cabeça de Hércules e a sua própria e não havia qualquer cobertura para se proteger.

Scarlet não se moveu a tempo na batalha do segundo andar. O lobo em chamas avançou tão rápido que era quase belo de se ver, um monstro que deixava um rastro de fúria atrás de si, um rastro de sangue e fogo. A mandíbula mirou o estômago da Fênix, ele encaixou os dentes perfeitamente, perfurando entre o monte de roupa e pele, caçando o fígado.

O impulso do lobisomem foi tanto que ao morder Scarlet ele fez os dois se chocarem contra um para-peito e serem lançados de volta para o primeiro andar em queda livre. Assim que ela encontrou o chão com tamanha violência sentiu algumas costelas se romperem e a enorme dor que se espalhava por suas costas. Agora o lobo estava em cima dela, e se não fizesse nada aquele seria o fim de sua vida.

Além disso, o lobo que havia sido afastado nos momentos anteriores pelas chamas havia as contornado e agora se aproximava dela cada vez mais.

Hércules não teve tempo de reação ao ver o lobo que havia acabado de derrotar se ergueu mais uma vez, com a mandíbula restaurada. Ele se levantou em duas patas, muito maior que o herói e deu-lhe uma patada com toda a sua força, fazendo o desperto ser lançado entre o campo de batalha até bater as costas no chão, há uns dois metros de distância do lobo.

Outro lobisomem que antes não conseguia alcançá-lo saltou, pegando-o de surpresa e se pendurando nas costas do herói, tentando destroçar Vince mas falhando, graças ao casaco de Neméia que o protegia. Ainda sim, a criatura pendurada nele era o suficiente para desequilibrá-lo e deixar aberto para um ataque do primeiro lobisomem, que havia o jogado até ali.

Narcisse deixou sua energia correr pelo corpo, transportando-se para longe dali enquanto lançava o lobisomem para fora de si. O problema era: A criatura era mil vezes mais forte que ele, mas graças ao ataque do lobo as patas que estavam atravessando sua pele voltaram, infligindo dor e ódio, ele gritou e com a energia momentânea que ganhou a partir do sofrimento conseguiu lançar o lobisomem para longe de si. Sentia a adrenalina correr dentro de si com força, infestando seus músculos.

Em seguida tudo ocorreu com rapidez, a abertura do portal e o seu chamado das criaturas do submundo. Os lobos não ligaram para aquilo, simplesmente continuaram a avançar e quando o primeiro deles se aproximou do portal saltou por cima dele, o segundo não o fez e não conseguiu esquivar a tempo, acabou sendo jogado ao submundo.

O portal se fechou no mesmo instante, sem que qualquer criatura saísse, prendendo o lobisomem lá. Ao seu lado estava uma passagem secreta, escondida atrás dos restos da estátua de jesus que fora derrubada, aparentemente havia bastante gás vazando de lá, um composto de túneis com diversos caminhos.

O outro monstro, que havia saltado por cima do portal começou a perseguir Hades, e ele era obviamente dez vezes mais rápido. O desperto notou o teto vacilando a cima de si e prestes a cair a qualquer momento.


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Mensagem por Frist em Ter Ago 01, 2017 12:59 pm


Scarlet, the Flaming beauty



   

A situação na capela estava pior do que imaginava, o grupo ia conseguindo lidar com aquelas bestas, mas Scarlet, tampouco como os demais, esperava que eles se regenerassem tão bem como ela própria. Não teve tempo de apontar para a saída que havia visto. revelada pelo caos que suas chamas estavam alastrando. A própria capela seria consumida logo, mas a raiva que consumia a mulher, pulsante como a dor do local mordido, volátil como o próprio ar que escapava de seus pulmões com o baque contra o chão, tomavam seu olhar ao encarar a besta acima dela, sedenta por experimentar mai de seu sangue e sua carne.

Aquela criatura ia pagar, se não queimava por fora muito bem, ela estava disposta a desfazê-lo por suas chamas nem que fosse de dentro para fora. Sabia que seu corpo já iria começar a se curar e não tinha muito tempo para lidar com aquele lobo, percebendo que um segundo já a espreitava, então gritou. Suas roupas já não existiam mais, uma vez que todo seu corpo inflamava, sua temperatura aumentava ao limite e sua forma de imperatriz surgia pela primeira vez, ela mesma não sabia desse seu estado. O punho levou para dentro da boca do lobo que estava acima de si. Um golpe seco e que qualquer predador não espera de uma presa, levar um golpe no local de onde costumam fugir. A mulher rugia com o som das próprias chamas saindo de sua garganta, de seu punho liberava uma quantidade absurda de energia na forma das labaredas, enquanto se agarrava agora ao animal o abraçando com as pernas e o outro braço, com toda a firmeza que conseguia, o incinerando só por estar próxima dela - Pode retalhar meu braço, mas você irá sucumbir as minhas chamas! - Ela esperava que ele se debatesse, corresse, tentasse se livrar dela, ela sabia que não sairia dali sem ferimentos, mas protegendo seu coração ao se agarrar ao tronco dele era o melhor jeito de evitar um golpe fatal.

O outro lobisomem provavelmente não iria ficar parado observando aquilo, então usar do desespero do primeiro para não ser um alvo fácil era o que ela pretendia, mesmo estando em seu estado mais poderoso onde sua defesa e seu ataque se tornam um só, onde já não escolhia ao certo o que queimar e o que não queimar. Ao se soltar do primeiro lobo ela usaria do impulso das próprias chamas para aumentar sua velocidade e voar para a passagem atrás do altar, onde esperaria para lidar com o segundo lobo.


habilidade usada:
Nome: Imperatriz das chamas
Descrição: Esse é um estado em que a fênix pode acabar entrando, uma espécie de frenesi onde varias de suas habilidades se unem formando uma espécie de defesa poderosa. Seu corpo aumenta a temperatura exorbitantes, criando a seu redor uma zona de alta temperatura e pressão, em que tudo que entra em contato é afetado por isso. Metais derretem, líquidos evaporam, madeira se tornam cinzas e pessoas... bem, pessoas costumam morrer. É um estado que não consegue deter que quem ou oque está próximo dela seja afetado, então não pode estar junto de aliados, o que o torna complicado, pois esse estado é extremamente influenciado pelo emocional da fênix, além de ser extremamente cansativo.
Após o uso dessa habilidade, a sobrecarga de desgaste acumulada sobre Scarlet é tamanha, que acaba exaurindo sua produção de chamas durante certo tempo (Cerca de 3 turnos).

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Mensagem por Gilmour em Qui Ago 03, 2017 4:26 am


Hades, Lord of the Dead







A situação era complicada, apesar de me livrar de um graças ao portal que havia aberto outro já estava me caçando novamente, malditos sejam esses licantropos.

O teto que caia era de fato desesperador, ainda pior que a própria besta que almejava me eliminar mais do que qualquer outra coisa. Suspirei após concluir o óbvio de que a única saída era aquela passagem secreta, mas tinha em mente que entrar em um local onde vazava gás com uma criatura de fogo no mesmo cômodo era arriscado. Não era o que queria realmente no momento mas definitivamente era o melhor que tinha.

Prossegui, empurrei qualquer coisa que atrapalhasse a passagem e entrei na mesma, prosseguindo com a fuga do lobo que me seguia, esperava que tal criatura vil fosse derrubada e enfim morta pelos escombros que cairiam.







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Mensagem por Vince em Qui Ago 03, 2017 4:11 pm
A expressão de Hércules foi um misto de susto e desespero ao ver a criatura se regenerar com tanta facilidade após um golpe bem aplicado. “Você não pode nos matar”? Que merda é essa? Claro que ele podia, chegava a ser histórico o fato de que ele não sabia recusar desafios e se esse soou como um não iria correr dele. Sorriu olhando ao redor pensando no próximo ataque. Veio então o barulho da explosão e ouviu algo vindo de cima.

Nada bonito tinha que sair dali. Olhou para frente novamente para se deparar com o lobo que havia derrubado e em uma fração de segundo foi lançado com enorme força para trás. Rodou de lado, girou no ar dando uma pirueta tripla e posou “graciosamente” nas próprias costas urrando de dor. Se fosse um pulo olímpico seria algo próximo de um 10, negativo...

Ao menos aquele lobo o salvou de um esmagamento. Se levantou agora com raiva nos olhos que esboçavam um azul profundo. Era o sinal de que estava usando todo o poder que a encarnação de Hércules fornecia a ele. Naquele momento os dois eram um só.

Bufou se preparando para um ataque frontal, mas foi descuidado e esqueceu que haviam mais inimigos ali. Sentiu o peso daquela criatura que lhe agarrava e perdeu a paciência. Decidiu que daria um fim naquilo agora.

Soltou a arma e esticou as mãos para trás dando uma volta pelo quadril da criatura que o agarrava, ergueu um pouco mais os braços e apertou com toda sua força contraindo cada musculo que podia. Rosnou rangendo os dentes enquanto escutava as costelas da criatura se partirem. E se virou de costas usando o corpo daquele animal como escudo para um possível ataque do outro.

Enquanto se virava olhou para o lado e viu a passagem que se abriu por trás da estátua. Ia correr para lá, assim que acabasse com esse infeliz. Viu também um lobo esmagado no chão com a tripas para fora e entendeu como tinha que fazer para matá-los.

O lobo iria ceder. Ele tinha que ceder e Vince no ápice de sua irritação estaria pronto para colocar o rosto do animal no chão e pisar em seu crânio. Iria explodir o cérebro daquele ser, talvez só assim ele não voltasse mais. Iria julgar se teria tempo de fazer isso com o próximo antes de correr. Caso conseguisse iriam ser dois lobos ao invés de um. Ele sabia que era mais forte, mas precisava provar.
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Mensagem por O Desperto em Ter Ago 08, 2017 2:48 pm

RED SUN AT MORNING

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O punho de Scarlet se enfiou no meio dos dentes da criatura, que estava prestes a arrancá-lo fora quando ela entrou em combustão. Brilhou fortemente através da catedral, lançando grandes luzes para todos os lados enquanto as chamas derretiam a cabeça do lobo que não conseguiu se soltar a tempo, o fogo disparava por todo o interior de seu crânio transformado, vazando pelos olhos e nariz, derretendo pele, músculos e ossos até que a cabeça da criatura se transformasse em cinzas e os odores pútridos exalassem por todo o local.

O efeito havia sido maior do que ela imaginara. Sentia o cansaço mágico tomar conta de seu corpo, deixava os movimentos mais lentos e imprecisos e lançava as chamas quase que aleatoriamente. A ferida em sua barriga começava a cicatrizar velozmente, mas sentia que não conseguiria produzir muito mais fogo por tanto tempo quanto precisava. Tomou a rápida decisão de correr para a caverna, deixando o outro lobisomem que restou atrás de si. Aquele que havia derrotado não se ergueu, ficou ali morto e queimando no chão.

As chamas tomaram conta da construção inteira, deixando o cenário em tons de laranja brilhante.

Do outro lado do campo de batalha Hércules ainda batalhava, fazendo uso de sua força mais brutal, esmagando o lobo com nada a não ser suas mãos e braços. As costelas da criatura não partiram com facilidade, mas tiveram de ceder em um certo momento. Foi algo quase sonoro e satisfatório, órgãos e ossos se rompiam gradualmente deixando o lobisomem praticamente morto, sangue espirrou pelas narinas e boca enquanto Vince quase o partia no meio.

O sangue e o cheiro de carne, ossos e fogo eram terríveis, mas quase não eram notados em meio a ação frenética. O segundo lobisomem saltou de cara contra Vince e acabou trombando com o primeiro, fazendo os dois se embolarem no chão. A oportunidade perfeita.

Não precisou mais que um pisão violento.

O que sobrou do rosto da criatura desfigurada foi uma grande mistura de miolos e crânio, dançando no chão, no pé do herói e no cadáver. O segundo lobo tentou se erguer mas Hércules agiu mais rápido: A cabeça da criatura foi de encontro a primeira pilastra que ele viu, esmagada com toda a força que ele conseguiu reunir no momento, lançando restos de cérebro pelo ar, que nadavam em longos esguichos de sangue.

Vince estava certo: Ele conseguia sim matar eles. Estava ensopado de sangue e órgãos mas não podia parar e se dirigiu para a passagem.

Quando Vince, Narcisse e Scarlet se reuniram no caminho o teto desabou bem atrás deles, impedindo o retorno e trazendo a luz do sol para a catedral.


Odin fora soterrado debaixo de escombros de uma só vez, incapaz de fugir. Aconteceu tão rápido que ele mal pode ver a estrutura sendo desfeita, em questão de segundos tudo era escuridão. Recuperou os sentidos minutos depois. Estava ensopado em suor e sangue, não sentia a perna direita bem e uma de suas mãos estava presa debaixo de um resto de concreto. Literalmente preso, exceto por uma de suas mãos.

Mas esses não eram seus únicos problemas. O fogo que se aproximavam lentamente dele estava prestes a transformar seu corpo em chamas, precisava arranjar um jeito de sair dali. E como se não fosse o suficiente um lobisomem começou a se aproximar, farejando o nazista.

- Você queimará até a morte, criatura nojenta – Ele resmungou – É hora de nós mostrarmos para o mundo que estamos... De volta... É hora dos seres celestes retornarem à terra... – Ele resmungava coisas sem sentido enquanto ficava ali, de pé esperando o desperto falecer. E ele se sentia tão próximo da morte que estava vendo coisas.

Não sabia se eram delírios, mas ele podia se ver ali, uma espécie de reflexo, de pé o encarando. Não o próprio Alexander mas sim o deus glorioso de eras atrás, observava-o como quem avaliava suas ações. Era quase místico: Odin brilhava suavemente em sua armadura nórdica, carregava um machado em sua mão. Gracioso, belo e ainda sim bruto. E Alexander podia sentir uma faísca de poder surgindo dentro de si e sabia que aquela era a força da guerra, o poder da batalha que entrava dentro de si tão natural quanto o céu azul, as energias que flutuavam dos conflitos até ele.


Dentro da passagem um complexo de túneis se projetava, como um esgoto. Era bruto e mal projetado, mas era definitivamente uma passagem que interligava o subterrâneo da cidade. Fedia a mijo e bosta mas aquele odor era de alguma forma muito melhor que o de sangue, tripas e carne queimando. Scarlet e Narcisse estavam praticamente esgotados, a magia fluía pobremente em suas veias e Vince sentia os músculos começarem a cobrar o esforço súbito. Mas eles ainda tinham alguns minutos de força.

Sem muita escolha de caminho eles seguiram pelo pequeno rio de fezes e mijo que era desenhado por de baixo da cidade. Andaram por provavelmente quinze minutos até encontrar o primeiro problema: Corpos. Não alguns, mas dúzias deles, talvez vintenas. Eram pilhas e pilhas de cadáveres enfiados em becos, jogados nos cantos como uma tentativa de escondê-los, todos apresentavam o mesmo padrão: Palidez anormal e uma anorexia absurda que deixava-os simplesmente medonho.

Os heróis seguiram até encontrar uma saída e uma porta. A primeira era uma escada de bronze enferrujado que levava até a superfície, de volta a cidade. A segunda era uma porta negra e estreita, mal caberia uma pessoa adulta. Estava cercada de cadáveres e de lá eles ouviam um choro de uma criança que gritava por socorro.

Prazo: 3 Dias.



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Mensagem por Gilmour em Seg Ago 14, 2017 1:52 pm


Hades, Lord of the Dead







Aquele ambiente onde estava era nauseante, não só o cheiro como toda sua composição pareciam ter saído de um cenário de horror, de certa forma não era tão ruim ainda que fosse pútrido. No caminho, pensava no alemão que fora deixado para trás, questionava a mim mesmo se ele merecia tal destino, acho bem provável que a resposta seja sim.

Por mais que não me importasse com o estado atual de Scarlet, talvez ela ou outro alguém se importasse, isso junto ao fato de eu não sentir apego por bens materiais me fez considerar entregar minha capa à mulher. Desamarrei então a peça de roupa e estiquei meu braço, oferecendo-a a mulher. — Para você se cobrir. — disse apenas para não manter o silêncio.

Algo naquele esgoto atiçava minha curiosidade de forma que não podia explicar; uma porta negra tingida em carmesim pelo próprio sangue dos corpos pútridas que o adornavam, algo sublime e aterrorizador, o choro da criança não me importava tanto, mas tinha certo interesse se o choro fosse provindo da prole licantropa vista mais cedo por mim e os demais, não queria hesitar em entrar por mais que a escada levando à saída fosse tentadora.

Vou entrar — declarei conforme andava pela porta, esticando a mão destra para frente a fim de encostar contra o material do qual era feita, empurrando-a e abrindo-a permitindo assim minha passagem para o interior daquele cômodo macabro.







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Mensagem por Vince em Qui Ago 17, 2017 10:45 am
Saíram da igreja, enfim. Escombros por trás deles e sinais de guerra por seus corpos. Tinham realmente destruído o local. Como diabos foi se meter com nazistas? Não teria outro fim lógico para aquilo. Ainda mais deuses nazistas...

Caminharam por cerca de 15 minutos até ter que tomar uma decisão racional sobre por onde proceder. Caso conhecesse aqueles esgotos provavelmente já teria se separado dos outros dois. Achou cômico o fato da mulher estar nua. Toda vez que usasse seus poderes ela ficaria naquela condição? Deveria estar acostumada, presumiu.

Parou e começou a olhar ao redor. Não tinha muita certeza do que fazer então decidiu examinar o ambiente. Começou a notar os detalhes nas paredes e o teto de onde estavam. Se esforçava para ignorar o cheiro, não era apenas cheiro de fezes. Havia algo mais. Cheiro pútrido, de morte.

Foi quando enfim se depararam com aqueles cadáveres. Uma cena horrível.

Hércules já tinha passado por guerras e visto muita destruição, mas aquilo era diferente. Aquelas pessoas com certeza haviam sofrido muito antes de morrer. E para estarem ali jogadas não haviam morrido por mera consequência da guerra. Foi quando começou a entender. Aquelas pessoas não eram apenas vítimas.

A guerra traz fome, miséria, caos e destruição. Não faria sentido alguém esconder corpos que morreram por consequência desses fatores. Aquilo foi tortura em massa, assassinato, genocídio. Ali Vince entendeu, mesmo sem conhecer o termo, o que era o Holocausto.

-Fênix, querida. Talvez seja hora de repensar se é isso que deseja para o mundo- Falou de maneira seca. A culpa daquilo era da Alemanha. -Essa poderia ser a chance de redimir seus erros de outra encarnação.- Ele suspirou -Será a minha.- Sussurrou essa última frase muito baixo, falou com receio, talvez não quisesse que os outros escutassem, mas eles iriam...

Continuaram andando. Vince olhava ao redor, Parecia o menos cansado então circulava a área na frene dos demais. Não prestou muita atenção e não percebeu que Hades de dirigia a mulher falando. Sorriu, se virou para trás e pegou a capa colocando-a sobre seus ombros. Após alguns segundos percebendo que errou.

Tirou a capa e cobriu a mulher com ela. Não queria que ela ficasse exposta também. Talvez ela não entendesse isso. O próprio Hércules não entenderia se não fosse a consciência de Vince. Olhou o corpo da mulher de cima a baixo e seguiu Hades pela porta.
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Mensagem por Frist em Dom Ago 20, 2017 4:16 am


Scarlet, the Flaming beauty



   

Tudo passou tão rápido naquele desfecho, que Scarlet demorou a perceber a ausência de Alex entre eles. Haveria saído por outro lugar? Estaria soterrado? Não fazia ideia de como o companheiro estaria. Ela parou e observou um instante onde estavam, túneis fétidos, sujos e com vincos de água poluída escorrendo, ela não sabia oque era aquilo, mas não havia gostado muito.

Ergueu o punho e tentou expelir chamas por ele, sem sucesso, seu ultimo trunfo contra aquela besta tinha seus efeitos colaterais sobre a moça. Conforme seguiam, primeiro o francês lhe entregou a capa, ela ficou sem entender por um momento... Não sentia frio, aquela capa não lhe serviria como proteção... Talvez os deixasse desconfortáveis com sua nudez, como Alex já havia lhe explicado ser comum, por isso a aceitaria se não fosse tomado pelo outro homem, que logo viria a devolvê-la.

Seguiu com a dupla por um tempo, até que se depararam com corpos, inúmeros deles. Todos seguiam um certo padrão, estavam sem coloração e murchos, mas estranhamente murchos, não condizendo com vítimas das bestas que enfrentaram a pouco, deduzia a moça antes de perceber que o outro homem agora falava com ela. O encarava nos olhos enquanto ele dizia, não entendia por que daquele homem usar uma entonação como aquela e tampouco o que ele queria dizer. A moça estreitou os olhos antes de lhe responder - Desejo pelo mundo?! Não estou te entendendo! Eu não faço ideia de quem fui em minha vida anterior! A poucos meses eu surgi das chamas em meio a uma floresta, foi onde vi Alex me encarando lá parado! Eu sei oque sou e que minha existência é infindável, porém também sei que minha vida é única e cada vez que morro, outra fênix totalmente diferente e nova renasce, assim como eu! - Ela lhe contava toda a história de sua vida, nada muito longo - Quanto a meu desejo... Eu só quero ser livre como as poucas visões que tenho de minhas outras vidas mostram! Pouco me importa o que a humanidade causa a si mesma! Não sei dizer por que esses nazistas são assim, ou mesmo por que estão em guerra! Para mim não passa de uma futilidade o fato de se matarem, quando tem de se preocupar com seus predadores acordando de sua longa hibernaçã! -

Ela não pensava e mentir, nem sentia necessidade disso, visto que ambos ali eram antigos também, só mantinha as aparências como Alex a instruíra, para apenas facilitar seu convívio enquanto não podia ser ela mesma. Esperava que aquela resposta fosse suficiente para o rapaz e quando terminou de responder, se abaixou perto de um corpo aleatoriamente.

- Não consigo acreditar que essas pessoas foram vítimas daqueles lobisomens! Não consigo ver em suas essências que após se alimentarem, isso que sobraria! Isso deve ser fruto de outro predador! - Indagou a mulher enquanto voltavam a seguir em frente. Quando chegaram a uma bifurcação, Scarlet não pode deixar de pensar em ir ajudar Alex do lado de fora, já até imaginava no mal humor que ele estaria, mas ao mesmo tempo sabia que aquilo não seria suficiente para matar o homem, além disso a dupla de soldados a essa altura já estaria lhe ajudando. Por isso decidiu ir junto dos demais pela porta. Antes de entrar olhou para a mão novamente para testar se suas chamas já haviam voltado, ainda se sentia cansada pelo gasto de energia, mas não ao ponto de não poder seguir em frente.

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Mensagem por Gregar em Dom Ago 20, 2017 8:37 pm


Odin, lord of the hanged



   



Como era possível não amar aquela cena? O fogo lambendo as paredes, crescendo a cada pedaço de papel que encontrava no caminho. O odor ferroso do sangue que pingava de meu tronco. O cansaço por golpear e lutar como um homem louco. Sentia o peito trovoar com gargalhadas secas, os braços abertos enquanto o mundo queimava a minha volta. A fumaça chiava e as criaturas temiam ao deus que estava frente a eles. Os próprios céus caiam em minha direção.

Um bloco grosseiro de pedra que vinha em minha direção. Sólido e pesado demais para que pudesse ergue-lo facilmente. Era o bastante para aprisionar-me contra as chamas ao meu redor. Mesmo que sem dor, o escudo mágico era o bastante para me proteger mesmo de um acidente como aquele, sentia a pressão em cada membro, encaixado em frestas enquanto as chamas mais uma vez rugiam ao meu redor. Os outros divinos haviam sumido de meu campo de visão, encurtado pela forma que havia ficado preso, ainda que mesmo desta forma eu tivesse o delicioso prazer de encontrar o último dos lobos ainda vivo. Sorria enquanto o observava.

Farejava o vento enquanto ouvia suas palavras. Roucas como havia imaginado, ainda que mais parecessem pertencer a um homem grande que a um monstro. Um verme como aquele vinha até a mim enquanto se gabava de sua guerra. Ouvia sua provocação quieto, olhos vidrados, tinha esperança em cada uma de suas palavras. Esperança que era traída pela simplicidade de como aquele monstro maldito tentava me ofender. Ainda que ouvisse algo que era interessante em suas palavras. Ele era o último de sua espécie ainda vivo, se não contasse a garota é claro, mas prontamente se identificava por nós e não eu. A passagem que havia avistado minutos atrás seria o esconderijo do resto deles? Como os deuses eram bondosos!

- Celestiais? Vejo que entendeu de maneira errada meu caro lupino. Sou mais que isso. Muito mais do que alguém que exige ser venerado.
A gargalhada explodia para fora do peito! Era hilário! Em um movimento simples o corpo se tornava translucido, frio, como se feito por uma miragem. A mesma forma que encarava ao meu lado, que me inundava de poder e de vontade, sentia sua existência crescendo em mim enquanto como um fantasma atravessava as pedras que me prendiam, voando direto contra o pescoço daquele lobo a minha frente, agarrando-me a ele e o atirando no chão, ainda comigo por cima. A pistola ainda em punho apontada para o rosto do monstro. – Sou a guerra. Sou morte.  Sou o líder das legiões que vão banhar o mundo em sangue e chamas. O gatilho destravado da arma, apontado certeiro para a face da criatura. – Aos que me servem, a vida nova dos einherjar, aos que me desafiam, a brutalidade da morte. Agora escolha escolha lobo. Vida nova como meu matador, ou sucumbir perante minha arma?

Com o elo que dividia com a criatura, chamava Sleipnir para meu lado. Enquanto ainda montava sobre os ombros do lobisomem. Pronto para disparar todo o pente de munição em caso de negativa. Sua morte estaria lacrada por balas e explosões, o corpo decomposto largada para se banhar com fogo. Em todo caso, largaria o lobo após sua resposta, vivo ou morto, dependia dele. Sentia que precisava de mais daquilo e o cavalo me levaria pela pedra e pelas chamas, como um vulto, até o restante do grupo.




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