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Red Sun At Morning - Monschau

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Mensagem por O Desperto em Dom Jun 25, 2017 11:24 am

RED SUN AT MORNING

EP 01
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Kaien



As últimas semanas tinham sido calmas. Mas não quietas e cheias de alegria e esperança. Elas tinham um tipo diferente de paz, uma paz em que no fundo todos sabiam que significava o prelúdio de uma tempestade. Os ataques dos "Antigos" ainda eram recentes demais para que o mundo esquecesse de seus efeitos e as pessoas ainda estavam assustadas. Tudo estava mudando e de forma totalmente imprevisível, tomando um rumo desconhecido. Mas apesar de saberem que era apenas questão de tempo, ninguém tinha certeza de onde e quando essa paz morreria.

Foi em 9 Novembro de 1946.

Monschau era conhecida por ser uma das mais belas cidades pequenas da Alemanha, localizada na região de Eifel, em divisa com a bélgica. Algumas semanas depois ela poderia ser conhecida como a cidade do segundo ataque, e as ruas estreitas estariam infestadas de monstros. Mas naquela manhã em específico a ordem ainda estava intacta.

Ultimamente cidades pequenas estavam sendo conhecidas por abrigarem despertos, repletas de famílias que escondiam seus filhos monstruosos dos soldados, isso havia feito com que grupos de execução fossem enviados para muitas delas, e quando os encontravam mandavam as criaturas para execução pública, junto com aqueles que haviam o encoberto. Se fosse um herói arranjariam um provável uso sujo para seus poderes, e se fosse um deus... Bem, esse teria um destino pior do que a morte.

Mas Monschau teve a ordem natural das coisas alterada.

Um dia antes, no domingo, um esquadrão de execução havia partido para a cidade em busca de algo para cortar a cabeça. E haviam provavelmente encontrado, pois quando amanheceu os corpos dos soldados nazistas estavam expostos ao ar livre na praça central, cinco deles empilhados. Os membros haviam sido separados de seus corpos, braços arrancados, pernas torcidas e rostos desfigurados, fazendo com que a única coisa que os deixassem ser reconhecidos como militares fossem seu uniforme.



Inscrição Aberta para quatro pessoas, postem com justificativas e tal de como chegaram, ouviram falar.
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Mensagem por Gregar em Dom Jun 25, 2017 12:43 pm


Odin, lord of the hanged



   



Como era possível não amar aquela cena? O fogo lambendo as paredes, crescendo a cada pedaço de papel que encontrava no caminho. O odor ferroso do sangue que pingava de meu tronco. O cansaço por golpear e lutar como um homem louco. Sentia o peito trovoar com gargalhadas secas, os braços abertos enquanto o mundo queimava a minha volta. A fumaça chiava e as criaturas temiam ao deus que estava frente a eles. Os próprios céus caiam em minha direção.

Um bloco grosseiro de pedra que vinha em minha direção. Sólido e pesado demais para que pudesse ergue-lo facilmente. Era o bastante para aprisionar-me contra as chamas ao meu redor. Mesmo que sem dor, o escudo mágico era o bastante para me proteger mesmo de um acidente como aquele, sentia a pressão em cada membro, encaixado em frestas enquanto as chamas mais uma vez rugiam ao meu redor. Os outros divinos haviam sumido de meu campo de visão, encurtado pela forma que havia ficado preso, ainda que mesmo desta forma eu tivesse o delicioso prazer de encontrar o último dos lobos ainda vivo. Sorria enquanto o observava.

Farejava o vento enquanto ouvia suas palavras. Roucas como havia imaginado, ainda que mais parecessem pertencer a um homem grande que a um monstro. Um verme como aquele vinha até a mim enquanto se gabava de sua guerra. Ouvia sua provocação quieto, olhos vidrados, tinha esperança em cada uma de suas palavras. Esperança que era traída pela simplicidade de como aquele monstro maldito tentava me ofender. Ainda que ouvisse algo que era interessante em suas palavras. Ele era o último de sua espécie ainda vivo, se não contasse a garota é claro, mas prontamente se identificava por nós e não eu. A passagem que havia avistado minutos atrás seria o esconderijo do resto deles? Como os deuses eram bondosos!

- Celestiais? Vejo que entendeu de maneira errada meu caro lupino. Sou mais que isso. Muito mais do que alguém que exige ser venerado.
A gargalhada explodia para fora do peito! Era hilário! Em um movimento simples o corpo se tornava translucido, frio, como se feito por uma miragem. A mesma forma que encarava ao meu lado, que me inundava de poder e de vontade, sentia sua existência crescendo em mim enquanto como um fantasma atravessava as pedras que me prendiam, voando direto contra o pescoço daquele lobo a minha frente, agarrando-me a ele e o atirando no chão, ainda comigo por cima. A pistola ainda em punho apontada para o rosto do monstro. – Sou a guerra. Sou morte. Sou o líder das legiões que vão banhar o mundo em sangue e chamas. O gatilho destravado da arma, apontado certeiro para a face da criatura. – Aos que me servem, a vida nova dos einherjar, aos que me desafiam, a brutalidade da morte. Agora escolha escolha lobo. Vida nova como meu matador, ou sucumbir perante minha arma?

Com o elo que dividia com a criatura, chamava Sleipnir para meu lado. Enquanto ainda montava sobre os ombros do lobisomem. Pronto para disparar todo o pente de munição em caso de negativa. Sua morte estaria lacrada por balas e explosões, o corpo decomposto largada para se banhar com fogo. Em todo caso, largaria o lobo após sua resposta, vivo ou morto, dependia dele. Sentia que precisava de mais daquilo e o cavalo me levaria pela pedra e pelas chamas, como um vulto, até o restante do grupo.






Última edição por Gregar em Dom Ago 20, 2017 8:36 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Frist em Dom Jun 25, 2017 5:06 pm


Scarlet, the Flaming beauty



   

O ar gelado dessa época do ano na Alemanha, não incomodava Scarlet nem um pouco, na verdade a mulher achava bela a visão branca proporcionada pelos orvalhos ao amanhecer e pensar que aquilo poderia estar manchado do vermelho de sangue, causado pelas circunstâncias que foram relatadas, fazia a curiosidade da mulher ser atiçada.

Alexander havia lhe explicado em que situação o mundo estava, lhe arranjou uma posição dentro do exército como sua secretária e os benefícios que isso lhe traria, a emergindo dentro da sociedade atual. Não gostava muito da ideia de ficar se escondendo, mas entendia a necessidade disso se não quisesse passar todos os dias deixando corpos carbonizados, como os esquartejados que os levavam para aquela pequena cidade.

No carro ao lado do homem ela seguia quieta, apenas observando a paisagem e as ações dos homens. Trajava seu "uniforme" de secretária e uma blusa por cima apenas por indicação de Alexander, ao que parecia o clima gelado causava muito frio a humanos comuns e ela precisava fingir que sentia o mesmo. Ao chegarem no local, logo os homens foram despachados com ordens e se iniciou a investigação sobre o caso.

- O que quer que tenha feito isso... Poderia se juntar a nós, mas esses soldados vão atrapalhar tudo! O que tem em mente? - Perguntou baixo para Alexander, não entendia direito ainda o porque, mas já sabia que aquele homem era complicado, sempre estava pensando mais do que aparentava. Estava curiosa para saber com o que lidavam e por conta disso, procurou algum morador local por perto de onde estava para perguntar sobre o ocorrido, talvez alguém que não se portasse e vestisse como soldado ou agente do exército tivesse mais sorte.


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Mensagem por Gregar em Dom Jun 25, 2017 11:13 pm


Odin, lord of the hanged



   



C com um maço de cigarros em mãos, amassados da viagem, enquanto Scarlet se provava contra nossa vinda aquele lugar. Sendo sincero julgava que ela estava gostando muito mais do que eu daquela cidade e da neve. Era justamente este tipo do olhar que invejava nela. Quando eu encarava a neve só enxergava o barro cor de merda que aquilo iria virar em algumas horas. Como ouvia desde quando criança, é sempre bom ficar longe da neve. Linda quando cai pela primeira vez, mas perfeita para esconder um buraco onde você vira o pé.

Não tinha pressa para responder a mulher ao meu lado. Acendia o cigarro lentamente e tragava fundo a fumaça antes de cogitar algum momento para aquela resposta.

- Um cão raivoso sempre volta para morder a mão do seu dono. – Era uma resposta simples que esperava que matasse grande parte das dúvidas que ela tinha em sua cabeça. Mas ia além em minha explicação. – Além disso, não é como se pudéssemos atirar em todo mundo que quisermos. Uma hora seriamos pegos e para isso que serve nosso querido exército. Se o esquartejador acabar sendo útil arrumo algo para ele. Se não vou ter um punhado de soldados treinados em como matar essas coisas, capiche? Novamente puxava a fumaça pelos pulmões esperando os soldados retornarem.





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Mensagem por Gilmour em Ter Jun 27, 2017 3:11 am


Hades, King of the Underworld



 



Me encontrava em minha residência, já recuperado completamente da queimadura, entediado mais uma vez. Todos, ou pelo menos a maioria dos homens, viam a vida como uma bênção, uma dádiva, descrita como única e grandiosa; bela. Já eu não só achava mas tinha certeza que era apenas fútil, efêmero e de pouca importância. O ser humano, dia após dia, ano após ano, comete os mesmos erros e realiza os mesmos feitos, de novo e de novo. Aprimora seu corpo, sua mente e sua alma para conquistarem o que lhe é valioso; descartável.

Repentinamente, uma sensação corria meu corpo, algo que já acontecera outrora, porém dessa vez era diferente creio eu. Aquele sentimento era o toque da própria morte, o chamado gracioso daquilo que liberta os homens de seu ciclo vicioso de fracassos; sua vida. Era claro para mim o que ocorreu, um massacre, bem violento aparentemente, eu precisava estar lá e ansiava por fazê-lo, e ninguém poderia me culpar por isso. Contudo, a paciência acima de tudo é amiga da perfeição, e decidi por não me apressar, viajei até o local por meios convencionais.

Em solo Alemão, não haviam ferramentas criadas por mãos humanas que me fossem necessárias para servir de guia até o local, a própria desgraça o fazia, como o cheiro pútrido de comida estragada conduz um gato de rua até seu encontro. Aquele solo era desgraçado à minha vida humana, disputas triviais de territórios foram travadas entre minha nação e a Alemanha. Guerras são fúteis; brigas infantis realizada por soldados.

O local: Uma cidade pequena. O cenário: Mortes horríveis. Os presentes: Soldados alemães e eu, um francês em território inimigo. Não há cenário possível que pudesse ser mais dramático e trágico que esse no momento. Porém era meu dever caminhar ao lado da morte e da desgraça, se não o fizesse, nunca reinaria o submundo mais uma vez.




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Mensagem por O Desperto em Ter Jun 27, 2017 12:36 pm

RED SUN AT MORNING

EP 01
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Kaien



Os soldados se dispersaram quase que de imediato para obedecer as ordens de seu capitão. Se espalhavam lentamente por entre casas, vielas e ruas, procurando qualquer tipo de informação, farejando medo. Assim que alguns moradores os viram se aproximar se enfiaram dentro de suas casas, provavelmente não querendo qualquer envolvimento com os recentes acontecimentos ou com o exército. A praça central onde os corpos haviam sido encontrados era feita em geral por construções de comércio, onde o chão era todo construído à base de paralelepípedos, além disso, havia um poço de água na praça, antigo e quebrado.

Lojas de todos os tipos rodeavam o loca circular, mas aparentemente nenhuma tinha estado aberta nessa noite. Um dos oficiais de baixa patente caminhou até Alexander, trazendo uma garota em sua mão. A menina era loira e de olhos suavemente azuis, quase cinza. Ela tinha prováveis dez anos de idade e conforme andavam ela fez um movimento rápido colocando o pé na frente do soldado que a trazia, ele tropeçou e quase deixou a arma cair, mas retomou a postura rapidamente, praguejando alguma coisa.

Ele deu um tapinha nas costas dela, indicando que ela falasse. A pequena garota ergueu os olhos em insolência - É culpa de vocês. E agora voltaram para mais, ele vai atacar de novo - Ela resmungou - Eu o vi na noite passada, enquanto estava brincando com meus amigos - Anunciou com o nariz empinado - Ouvimos gritos e quando viemos ver os homens de preto estavam lutando com algo no escuro, bem ali na esquina - Ela apontou - Mas não conseguimos saber o que era. Então ele correu, bem rapidinho pros esgotos e se enfiou lá, nós voltamos correndo para casa - Se o capitão deixasse, ela retornaria para sua casa.

Outro soldado trouxe uma testemunha. Era um homem gordo e barbudo, cheio de sotaque do interior - Ah, eu tava em casa quando ouvi meus cachorro lati, e fui lá vê quê quê eles queria. Foi quando eu vi a coisa grande grunhindo e correndo, com os homi atrás dela. Logo dipois uma gente tava gritando, a vila toda deve ter escutado os berros à noiti. Tava vindo daqui da praça, depois nada, desapareceu. Ninguém sabe pra onde foi o treco.

Narcisse não estava muito longe dali, apenas distante o suficiente para escutar os relatos dos soldados sem que eles notassem ele como alguém importante. Mas ele podia sentir algo que os outros não podiam. A pequena garota que havia falando com o capitão nazista estava fedendo à morte. Era um odor diferente e único, que ele podia sentir a quilômetros de distância. Havia algo nela, algo intrigante.

Prazo: 2 Dias.



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Mensagem por Gilmour em Ter Jun 27, 2017 1:12 pm


Hades, Deus dos Mortos



 



Era como eu imaginava, o único artifício usado pelos soldados era o uso da força bruta; repugnante. Ao menos o medo que aquilo inspirava me era agradável, de certa forma. Porém em nada se compara o perfume do medo quando se trata da fragrância da morte que exalava daquela garota, impregnava o local, sei que apenas eu podia sentir aquilo.

Me aproximava do soldados um pouco mais, aquele que dava as ordens era com quem eu queria falar, mas era certo de que seus peões não me permitiram tão facilmente. — A garota esconde alguma coisa. — dizia em inglês, atraindo a atenção dos soldados — Perdoe-me por minha impolidez, sou N… — pigarreava, me dando conta do erro que estava prestes a cometer — Meu nome é Wolfgang von Adler. Venho da França — onde vivi boa parte de minha vida por fins políticos, apressei-me quando soube da barbaridade ocorrida neste local. — terminava a fala, coluna rígida e pés para frente, o ombro balançava levemente para a frente, pondo a capa no lugar.

Preciso falar com seu líder, por favor, ou serei obrigado a ir até a garota por meios não convencionais e ninguém quer que eu faça isso. — continuava, agora já havia dito tudo que precisava, a postura permanecia a mesma. Meus olhos, inexpressivos fitavam os homens armados e a mulher que, de forma estranha, se destacava do cenário. A boca não mais se mexia e os olhos permaneciam fixo em seu líder, a respiração era agora a única movimentação vinda de mim.




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Mensagem por Gregar em Ter Jun 27, 2017 10:17 pm


Odin, lord of the hanged



   



Para sempre eu precisaria me lembrar do quanto amava as zonas rurais do país. O barro era tão horrível quanto as pessoas que viviam sobre ele. Mesmo sendo todos conterrâneos, não podia deixar de me enojar pela forma como se portavam. Não tinham em si energia nenhuma que não fosse voltada para sobreviver. Apostava que aquelas pessoas não deixavam de pensar que tudo se resumia ao futuro não tão distante. Ignorantes ao que vinha em seu caminho eles eram. Talvez fosse hora de lhes ensinar uma lição clara e objetiva. Começando por certo soldado que era tapeado por uma garota com menos da metade de minha idade.

- Soldado Klaus. Vejo que está distraído. Permita que eu auxilie seu foco.  Do coldre puxava granada simples. Não aquelas monstruosidades alemãs complexas demais. Do tipo normal usado nos outros exércitos. Tomava ambas as mãos do soldado que quase havia derrubado seu rifle trocando arma pela granada. Quando tinha certeza de que estava seguro em volta do gatilho. Puxava o pino dela. – Muito bem soldado. Mais uma distração e o senhor irá matar a si mesmo, aos seus compatriotas civis, companheiros de batalhão, ao seu superior de patente e a bela Scarlet. Então rogo que não volte a se distrair. Não gostaria de matar uma beldade como aquela. Gostaria?

Claro que garantiria que mesmo sem o pino, que carregava girando nos dedos de uma mão, a granada não explodisse. Usava de um talento especial para comandar a arma. Mesmo no pior caso o gatilho se manteria firme, como se a bomba se recusasse a explodir. Dava as costas enquanto ouvia a garota falando, deixava o rifle ao lado de Scarlet, no banco da praça, recuperava a pistola direto para seu coldre.

- Falo com você em um instante, certo, minha querida. Agachava-me ao lado da garota. Entregava a ela um pirulito, um simples doce que carregava comigo. Partia para o seguinte. O homem gordo. O qual eu ouvia com atenção e calma absoluta. Estava absorto nas palavras do homem. Ao termino de seu discurso o abraçava com força. – Eu compreendo sua dor meu irmão. Primeiro os malditos ingleses e os franceses. Agora monstros atacam sua porta. Compreendo a dor e o medo que cercam sua vida. A vida de todos no vilarejo. Mas não se preocupe. Juro por meu nome e posto que a fera será caçada. Nunca mais poderá molestar qualquer um dos moradores de sua adorável cidade. Estava no controle. Dominava a situação. Estava prestes a dar o bote. Quando uma vítima melhor se colocava a frente.

Por fora estava estoico. Me afastava do velho enquanto encarava a nova figura frente a frente. Sua tez era pálida, os cachos de cor similar aos meus próprios. Sua forma era clara e seu sotaque horrivelmente francês. O imbecil até mesmo admitia ser um maldito francês. Tinha um espião imbecil bem a minha frente. Um homem que dizia que me arrependeria caso não fizesse o que ele queria. Jurava que poderia gargalhar até que meus pulmões caíssem das costas. O quão imbecil um espião pode ser nos dias de hoje? Tinha de ser um francês.

- Scarlet, querida. Poderia informar a este...sujeito. Que falo com ele em um momento. Só preciso terminar de conversar com nossos queridos compatriotas, mas gostaria de evitar, a medida do possível, o dialeto sujo com o qual ele finge se comunicar.

Esperava que a mulher transferisse as palavras com exatidão ao homem. Enquanto dava as costas e ia até o carro que tinha nos carregado. Os soldados estavam agitados. Alguns tinham as mãos em seus rifles. Dedos no gatilho prontos para atirar ao menor sinal de conflito. Todos menos Klaus. Os tranquilizava com um olhar. Era o que precisava para eles entenderem. Até retornar ao centro do círculo. Tomava as mãos da pequenina garota e dava o objeto tirado do carro a um par de soldados. Os dois tinham o olhar um tanto confuso, mas um sorriso maldoso passava por seus semblantes quando eles observavam o par de cordas. Cada uma delas com um nó largo, mas firme. Voltava a me virar para a plateia. Toda a cidade.

- É isto que eles fazem com nosso país! Primeiros espiões para investigar nossas vidas. Depois eles entram na cabeça de nossas crianças. E agora monstros! Tudo é graças aos que desgraçam nosso Fuhrer. O toque no braço da garota se tornava um apertão. Dedos de aço fortes demais para que ela escapasse. Puxava o cano da pistola. Apontava e disparava. Um único movimento fluido de quem já o havia feito tantas vezes antes em minha vida. O alvo era a perna do francês. Maldito estupido que tentava tomar a multidão para si próprio. – Soldados! Se o maldito fizer qualquer coisa além de respirar. Tem permissão para treino de tiro no cadáver desse espião sujo. Começava a arrastar a garota. – E você. Você vai aprender o conceito de hierarquia! Vai aprender a não se envolver com monstros. Vai aprender a contar a verdade quando lhe for ordenado sua maldita espiã. A arrastava até o primeiro laço. Erguia-a com um solavanco. Seu peso facilmente vencido pelo corpo treinado. Mas não era seu pescoço que ia ao nó. Sim seus braços. A mantinha como um animal pronto para o abate. Uma isca para nosso caro monstro.

Ainda com a pistola em mãos caminhava até a granada de Klaus. Que tomava de suas mãos e jogava dentro do poço. Finalmente deixava ela explodir. Se aquela coisa realmente viesse de dentro do esgoto. Adoraria que ele saísse para conversarmos de homem a besta. Só então voltava ao francês baleado. Ficava de cócoras para me alinhar a sua altura do chão. Após receber o tiro. – Tem exatamente uma frase antes que te coloque na árvore. E dessa vez seu pescoço vai a corda e não os braços. A arma apontada e engatilhada. Um único momento e iria disparar. Um tiro reto e claro contra sua orbe.





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Mensagem por Frist em Qua Jun 28, 2017 12:22 am


Scarlet, the Flaming beauty



   

Aos poucos os soldados traziam testemunhas, uma garotinha emburrada, de língua afiada e atitude forte, dessa Scarlet gostou como primeira impressão. E também um outro homem um pouco acima do peso com sotaque carregado de interior. Ambos deram seus relatos, mas antes que algo pudesse ser feito um homem diferente se pronunciou, a princípio falando que a garotinha estava escondendo algo e depois dizendo que se não falasse com o líder, chegaria a garota por meios não convencionais.

Scarlet em um primeiro momento achou que poderia ser algum bebum revoltado com o exército, mas depois pode reparar que não era o caso, fala em outra língua, não sabia que língua era aquela, mas como sempre a entendia, além dizer que vinha da frança. "Mas a França não é um dos inimigos da Alemanha na guerra?!" Scarlet imaginou descrente que aquilo estava acontecendo mesmo. E foi então que Alex começou seu espetáculo, já havia visto aquilo algumas vezes e podia dizer com certeza que era seu momento, ele adorava fazer aquilo.

O homem andava de um lado para o outro, controlando e disciplinando seus subordinados de maneira a gravar suas lições a ferro quente em suas mentes. A mulher sorria discretamente ao observar o que fazia com Klaus e quando se referiu a ela, apenas estreitou os olhos olhando para o rapaz... coitado. Assim como tinha noção do que Alex fazia com a granada, ele também sabia que ela poderia falar qualquer língua caso alguém com o conhecimento sobre ela estivesse a seu redor e a pediu para que falasse com o tal de Wolfgang. Se virou e deus alguns passos para perto do homem e deixou a nova língua fluir por sua boca, a que mais fosse familiar dele, no caso o francês - O capitão pediu um momento para lidar com a situação e já virá falar com você! E... não sei dizer se você está com muita sorte hoje! - Disse a mulher para o homem, com um sorriso ligeiramente irônico em seu rosto no final da sentença.

Então foi apenas prestar atenção no que acontecia. A mulher observava tudo tentando entender e aprender o que podia, maneira de se comportar, como Alex fazia para fazer sua autoridade prevalecer... os alemães realmente reinavam pelo medo. Ao ver a mocinha pendurada pelos braços, não gostou muito da cena, mas não poderia fazer nada ali na frente dos outros, ainda mais se ela realmente tivesse informações a mais, porém não gostava do fato de acusar uma criança de espiã e se preparar para arrancar, literalmente, as informações que queria.

Mas as coisas não pararam por ali, ainda haviam tiros a ser dados e uma granada jogada em um buraco denominado poço. Se segurava para não demonstrar que estava animada com as formas que as coisas estavam acontecendo. O pobre homem agora com a perna ferida estava em maus bocados, como Alex tinha sangue frio, se fosse ela no lugar do francês o faria engolir suas palavras de forma mais flamejante, mas o rapaz estava em maus lençóis.


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Mensagem por Gilmour em Qua Jun 28, 2017 1:38 am


Hades, Lord of the Dead



 



Se a arrogância e ignorância não estivessem tão exorbitantemente claras nas ações do homem, eu poderia considerar que aquilo era no mínimo um belo espetáculo, mesmo que não sinta tal emoção, podia afirmar que havia paixão em seus movimentos pelo menos. Mas a melhor parte era como ele era convincente, não sabia o que falava, mas conforme o fazia seus peões exalavam medo, eu podia sentir isso pairar pelo ar e fluir pelo meu corpo.

Agora alguém se aproximava de mim, após eu falar inglês, imaginei que ali pelo menos essa língua conheceriam visto que era um dos países mais imponentes, aprender sobre o inimigo é o primeiro passo para a vitória afinal. Aquela, que se apresentava como Scarlet, era a única naquele meio que falava não inglês, mas francês. Não vi necessidade clara de responder, apenas acenei sutilmente com a cabeça; me conformei.

Bastou distrair-me por um instante para uma sensação estranha me atingir, podia sentir que o homem que os comandava — que se mostrava agitado  — tinha intenções ruins quanto à minha pessoa. Não pude fazer nada quanto à isso e nem quis, a dor poderia ser ruim mas era efêmera como tudo nesse mundo com exceção da morte; que é eterna.

O fato do corpo humano ser tão frágil e fraco foi enfatizado ao choque do projétil contra minha perna, para ser sincero não pude sentir a dor do impacto contra a pele em si por ser rápido demais, porém o ardor e o desconforto que aquilo manifestava em minha carne era incomparável, sentia o sangue escorrer; quente e carmesim, de uma cor de beleza sem igual, era como eu podia descrever o líquido que, em seu próprio ritmo, vazava de meu corpo.

Cedi, sem minha vontade, mas caí, mostrando-me vulnerável ante às adversidades que um campo de batalha proporciona, não fui lá para lutar ou buscar conflito, princípios arrogantes e mesquinhos não me interessavam, fui para buscar força; alcançar meu objetivo nesse mundo. Aquilo tudo se mostrava agora ser uma valsa desordenada e com ritmo instável não me pronunciei, nada saiu de minha boca; apenas meu grito de agonia, breve, porém era o que havia pronunciado de mais expressivo até o momento.

Apenas podia ver Alexander continuando seu show, até se dirigir diretamente a mim, agachando para chegar a um nível próximo de meus olhos. Ameaçando-me e em um ato de falsa bondade me permitindo falar ele era sincero em suas palavras sucintas e claras; eu sentia isso.

Não havia muito o que falar, minhas opções de fala dentro do que era racional eram limitadas, eu podia tentar justificar minha estada em seu país, sua nação, mas seria inútil. Ou podia iluminar sua visão e fazer-lhe repensar suas decisões, dizendo a verdade sobre a garota, arriscado porém bem mais lógico, se acreditasse em mim ou não, apenas lhe faria ter dúvidas. — Bela apresentação  — olhar fixo, boca imóvel, não pausava   — A garota não é espiã alguma, ela fede a morte, os assuntos que sua nação têm com minha pátria pouco me importam.  — dizia tudo em um francês claro, fitando a mulher ao final da frase, sabia que ela compreenderia o que dizia.






Última edição por Gilmour em Qua Jun 28, 2017 4:33 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Vince em Qua Jun 28, 2017 4:16 pm


Héracles, The Almighty



   


Quanto barulho! Era melhor ele ficar quieto já que soltar um pio ali poderia levar a sua morte facilmente. Maldita ideia ruim de ir para Alemanha. Se queria chegar aos Estados Unidos deveria ter cruzado o atlântico pela África, onde os sinais de guerra não eram tão fortes. O problema seria lidar com todas as tropas aliadas no caminho baseadas na região norte do outro continente, essas que dificilmente aceitariam um Italiano passar.

Pégaso era de grande ajuda, mas não podia montá-lo o tempo todo. O desgaste de energia era grande demais. Imagine só cruzar um oceano montado a cavalo. De fato, aquele era o único jeito de sair daquele caos. Precisava de ir para a França por terra, pegar o canal da mancha e da Inglaterra entraria num navio para o continente americano. Não estava fugindo da guerra da Europa ou querendo chegar na guerra dos deuses no Kansas, queria encontrar Hera e despedaçar cada sonho e objetivo dela, assim como foi feito com ele.

Suspirou baixo tentando não chamar atenção. Aquela confusão não era para o bico dele. Um Nazista maluco atirando em um francês, corpos de soldados esquartejados e garotinhas reféns não eram coisas que um chefe de cozinha sabia lidar. Já estava assistindo aquilo tudo há um tempo considerável e por mais que não entendesse metade dos diálogos ali sabia que tinha que passar despercebido.

Estava escondido em meio a uma vilela escura, abaixado, oculto por um banco. Assistiu o alemão de alta patente chegar próximo ao homem caído e murmurar algo. Talvez estivesse falando normalmente, mas daquela distância Vince não podia entender.

Colocou o capuz e se ergueu. Andou pelo perímetro do local tentando passar despercebido. Queria ajudar aquele homem, provavelmente era o espirito de Hércules falando mais alto a cada dia. Com as mãos não bolso, sem muito ideia do que fazer deixou a inconsequência lhe tomar por completo. Se aproximou de um soldado qualquer e fingindo ser um Italiano comum de perdido pediu indicação. Melhor passar por civil tolo do que levantar suspeitas de espião.

-Com licença - tentou primeiro em italiano -Com licença - e depois em inglês. -Berlin? - Esboçou uma expressão de confusão. Queria dar a ideia de que buscava a capital. Depois apontou para o solo e franziu a sobrancelha querendo saber se estava ali.



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Mensagem por O Desperto em Qua Jun 28, 2017 8:29 pm

RED SUN AT MORNING

EP 01
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A cena ficava mais estranha e tensa a cada momento que se passava. Repentinamente a garotinha estourou em choro, fazendo a cena silenciosa se tornar lentamente desesperadora. Ela implorava enquanto as lágrimas rolavam em suas bochechas vermelhas, e a mãe da menina apareceu em uma esquina, correndo na direção da garotinha. Era, literalmente, uma versão mais adulta dela. Bonita e esguia com cachos loiros.

- NÃO! EMMA! - Ela berrou - Por favor! eu imploro! eu faço qualquer coisa mas não a matem! É minha filha, minha única filha! - E desatou a chorar também, em desespero de ver a própria cria perto da morte. O tiro disparado contra o francês fez sangue jorrar, pintando a neve de vermelho com pequenos esguichos e fazendo ele gritar de dor, uma dor aguda e anormal, que apesar de fazer com que ele se sentisse mais forte, era lancinante o suficiente para que ele mal conseguisse sair do lugar. Talvez por sorte ou talvez por escolha do capitão nazista a bala não havia pego qualquer região importante.

A granada estourou dentro do poço, fazendo com que ele se quebrasse mais ainda, as pequenas pedras de tijolo se desequilibraram e caíram para dentro deixando um grande buraco no chão. E antes que qualquer outra coisa acontecesse uma música começou a tocar em um rádio distante.

Era quase cômico. Foi então que um italiano se moveu lentamente por detrás da cena, tentando alcançar o francês no chão. Mas não precisou de mais que um olhar para que eles se conectassem. Talvez fosse algo no andar, no modo de falar, ou a própria presença. Algo que despertou a mais profunda parte da mente dos dois estrangeiros e os conectou de uma só vez, como quando a energia percorre um fio. Rápida, instantânea.

Vince reconheceu o homem no chão como Hades, o deus do submundo. Não precisou mais do que uma olhadela para ver isso. Estava impregnado em tudo que o garoto fazia. As memórias emergiam de um lago mental submerso para sua vida atual, servidas com porções de nostalgia e séculos passados. Em uma era muito antiga, feita de heróis e deuses.

O caído Narcisse também sabia disso. Ele não via o pequeno garoto em um capuz ali na frente, os olhos o atravessavam e viam um herói há muito tempo esquecido e morto. Assim como ele. Era mais do que simplesmente reconhecer um ao outro. Era uma conexão que se desenhava através de milhares de vidas, através de cosmos e finalizava ali. Dois deles, despertos em novos corpos e vidas, mas sem nunca esquecer quem eram.

E de uma súbita forma linhas invisíveis de energia conectavam os quatro Despertos. Todos sabiam quem eram. A fênix havia sido morta em uma de suas vidas por Hércules, Hades e Odin emanavam a mesma energia negativa, ambos carregavam o sinal da morte e tinham conhecimento disso, apesar de não saberem os nomes um dos outros, eles sentiam a atração energética, como se olhassem diretamente para um espelho, vendo uma de suas muitas faces refletida em outra pessoa. Em outra nação e personalidade. Quase como se vissem uma vida alternativa.

Em seguida algo aconteceu. Foi preciso apenas da rápida distração mental dos quatro para que a garotinha se soltasse e disparasse pelas ruas afora, revelando os dentes caninos que se formavam, pontudos o suficiente para abrir a goela de qualquer ser vivo. Ela corria numa velocidade anormal, usava as pernas e as mãos para se mover, correndo como um animal. As orelhas haviam ficado pontudas e os olhos tão vermelhos quanto os de um demônio.

A criança criatura correu pelas ruas de paralelepípedo, rápida o suficiente para não ser alcançada em direção à construção mais alta e óbvia da cidade: A catedral gótica e negra que se erguia no alto de uma colina, como um castelo de terror vindo de histórias, permeado de gárgulas em suas janelas.

Prazo: 2 Dias.



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Mensagem por Frist em Qua Jun 28, 2017 10:54 pm


Scarlet, the Flaming beauty



   

Não parava de aparecer gente ali. Antes o silêncio reinava, o suspense e a tensão de perigo eminente prevalecia, mas logo que a menina foi pendurada, os prantos desesperados começaram. Não só dela, como de sua mãe que implorava pela vida da filha, algo que Scarlet achava desagradável, porém entendia os motivos de Alex, mesmo que não concordasse. Para ela era óbvio que aquela criança não era uma espiã.

Mas o mais estranho, que iria realmente mudar o clima do lugar ainda estava por acontecer. Agora um italiano aparecia no lugar e a mulher apenas podia ouvir oque ele queria antes de algo que ainda não estava acostumada aconteceu. Diferente de seus relapsos de memórias que vinham naturalmente com o tempo, naquele momento ela pode sentir que tanto o homem ao chão quanto o que havia acabado de chegar também tinham a essência antiga e o ultimo tinha passado entrelaçado com o da própria fênix.

As memórias que vinham, indesejadas pela mulher e de total surpresa, faziam o seu âmago borbulhar, pode vivenciar em seu ser uma de suas mortes novamente e mesmo não possuindo muitas ligações com as outras vidas como fênix, o sentimento de raiva perante Hércules era algo difícil de se ignorar. Veias saltaram em sua testa, sua mudança de humor era algo que não conseguia controlar bem ainda, não sabendo direito se era por conta de sua própria personalidade ou apenas por falta de prática, mas a temperatura local começava a aumentar, tendo a mulher como o foco.

Não se descontrolava totalmente, para sua sorte, seu pequeno transe foi quebrado antes de poder chegar a magnitudes de onde não teria volta, pela garota "selvagem" se libertando e correndo livre como deveria ser. Scarlet tratou de soltar os cabelos, seu semblante fechado e sério e caminhou primeiro até Alex - Aqueles dois estrangeiros também são como nós e posso dizer ainda que o italiano é o chamado de Hércules e o outro o senhor do submundo, Hades! Não sei se sabe, mas esse maldito bruto que findou uma de minhas vidas! Agora vou me adiantar um pouco enquanto você lida com esses dois! -

A mulher caminhou a passos imponentes e cabeça empinada até a mãe da garota, seu olhar a fuzilava de cima como se fosse a reduzir a cinzas a qualquer momento. A agarrou pelo braço firmemente, tentando não queimá-la pelo toque... muito, e começou a arrastá-la junto de si. Ao cruzar com o italiano falou para ele em sua língua nativa - Cada chama é diferente da que já se apagou! Não sou a mesma e espero que não tenha ideias como as de seu passado! - Sem nem ao menos parar para ver se ele respondia algo, tinha confiança de que Alex se resolveria com aqueles dois no momento e com seus soldados para que não a seguissem no momento, era realmente melhor que saísse dali até esfriar as coisas novamente.

A certa distância já de todos, em direção a capela, sem parar de andar e puxar a mulher, ela a fitava e com voz firme disse - Você vai me dizer agora o que é sua filha, pelo seu bem e pelo dela própria, pois se eu conseguir resolver tudo isso antes que aqueles ignorantes com as armas cheguem e se metam a besta, talvez sangue possa deixar de ser derramado! - Ela sabia que a mulher poderia ter dois bons usos no momento, sendo ou uma fonte de informação ou um trunfo contra a menina, dependeria apenas dela agora. E assim ia em direção a capela.


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Mensagem por Gregar em Qui Jun 29, 2017 12:50 pm


Odin, lord of the hanged



   



Admitia que começava a amar aquela cidade. Havia gargalhado quando ouvia a explosão no poço e ainda gargalhava quando a garota decidia virar um maldito monstro. Claramente sabia que ela não era uma espiã. Parecia estupida e arrogante demais para isso. Ainda assim, havia algo na garota. Algo que me incomodava quase tanto quanto encarar o francês. Também tinha uma mãe em desespero, mas essa era uma parte do show que rapidamente descartava com um empurrão. A mulher era realmente linda, como uma versão mais velha da pirralha que precisava de modos, e sua proposta sobre fazer o que eu desejasse era sinceramente tentadora. Mas não mais tentadora do que meter uma bala na cabeça de sua filha monstrinho.

Não me referia as memorias que chegavam como um murro. Começava a odiar um pouco mais ao baleado. Ainda que houvesse quase gargalhado ao ouvir sua resposta cômica, sentia cada riso morrendo na garganta. Olhar para ele era como olhar dentro de um daqueles espelhos circenses que te deformam para uma versão hilária de si mesmo. Era difícil de aceitar que algo como aquilo podia ser confundido com minha existência, mais difícil ainda resistir a vontade de atirar uma bala na cabeça daquele ser estupido. Foi apenas o destino que segurou meu dedo no gatilho.

- Eu sabia! Dizia quando ouvia aqueles pequenos grunhidos. Os ouvia vindo direto da pequena praga que pela primeira vez era mais monstrinho do que ranho. Jurava que ela seria uma isca, da melhor qualidade, mas ao invés disso ela se mostrava como raiz de todo o problema. A rapidez com a qual toda aquela situação se desenrolava me aliviava. Poderia voltar para casa tão mais rápido do que esperava. De longe eu mesmo atirava contra a garota. Momentos vazios sem acertar nada além do chão a sua volta. A diaba era rápida. – Parece que deu sorte meu amigo. Estava certo no fim das contas. Completava em inglês.

A pistola vazia encontrava seu coldre enquanto Scarlet vinha até a mim. O calor em seu rosto estava mais forte que o comum, logo entendia por que tanto ódio. Compreendia também o porquê de meu ódio súbito para com o francês. Aquele era a primeira vez onde observava o garoto magricelo. Estava encapuzado e não parecia mais do que um moleque qualquer. Eu sinceramente duvidava que já tivesse sido um herói capaz de assassinar algo como Scarlet. Ainda assim eu me divertia com aquilo tudo. Era o momento perfeito para um novo palco. A mãe não estava mais ao meu alcance. Uma maldição era o que julgaria afetar sua filha. Não que fosse da minha conta, mas minha triste secretaria parecia determinada em salvar uma única criança.

- Hércules! Chamava o encapuzado de braços bem abertos. Com um sorriso estampado no rosto. – Homens eu lhes apresente o soldado mais corajoso que já tive o prazer de conhecer. Espião que estava até a pouco em terras italianas e antigo consorte de nossa amada ruiva. Até me consigo sentir o fogo que ela ainda sente por você. Mas acho que dessa vez é por causa do ódio. Caminhava até ele ainda sorrindo, ainda amistoso. Direto a ele. – Vejo que tem uma história com meu mais amado pássaro. Adoraria sabe-la por completo enquanto tomamos algo quente, mas agora temos um caso mais urgente para resolver não concorda? Um herói viria e muito a calhar agora. Sabe, meus soldados são na maior parte recrutas verdes. Não acho que dão conta de uma capela habitada por monstros. Sorria segredando-lhe em sua orelha, palavras em inglês que torcia para ele compreender.

Não esperava respostas. Apenas voltava ao francês enquanto me agachava mais uma vez. – Vamos ter uma conversa muito longa e confortável mais tarde, certo senhor Hades? Ainda a tão amistoso quanto nunca havia estado. – Eu quero o espião com a perna enfaixada e sem uma gota de sangue pingando dela. Se esse homem morrer, fugir ou qualquer outra coisa que me desagrade acontecer. Arranco a pele pedaço a pedaço com um graveto. Estamos conversados? Gritava para uma dupla de soldados qualquer.

- Manferd, Hans, Klaus. Vocês três comigo. Chegou a hora da caça às bruxas. Carregava a pistola e caminhava a um dos carros tomando dois fuzis. – O resto atenção ao perímetro. Considerem hostil qualquer idiota que tente forçar a porra da capela. Ninguém entra lá até eu sair ou disser o contrário. Jogava o fuzil extra para o herói renascido, sem me preocupar se ele o aceitaria ou não e apontava com a cabeça para que ele nos seguisse.

Tudo estava perfeitamente alinhado. Os soldados as minhas costas. Scarlet próxima da porta com a mãe chorona. O trio que sabia a verdade por detrás de mim e da ruiva. Até o tapa-olho que removia, revelando pela primeira vez o olho por debaixo da cicatriz. Seu brilho que me permitia encarar a magia ao redor do mundo humano. – Um deus, uma fênix e um herói grego. Digam a verdade homens. Não poderia querer estar em melhor companhia. Sorria ao trio de soldados. - Então, fez as pazes com sua consciência, ou ainda quer brincar de detetive enquanto os monstros estão a solta? Essa Emma não pode ser a única. Disse que alguém iria voltar não é? Falava a Scarlet e a mãe da garota.



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Mensagem por Vince em Qui Jun 29, 2017 7:29 pm


Héracles, The Almighty



   

O choque veio a sua mente e entendeu enfim tudo que estava acontecendo. Olhou para baixo e viu um rosto familiar, seu não amado tio, o deus do submundo. Como se nos tempos antigos já não tivesse atrapalhado o suficiente a sua vida. Vieram todas as imagens e lembranças à sua mente: Ele rindo enquanto Hércules batalhava ferozmente com Cérbero. As discussões do tribunal do Olimpo e todas as vezes que o herói quis dar uma surra no parente.

Não que Hades fosse diferente de qualquer deus. Hércules iria colocar cada um deles em seu lugar se tivesse como.

-Levanta daí. No mínimo dê orgulho a seu panteão, você deveria ser um dos grandes.- Falou em inglês com um tom ríspido de reprovação e tédio. Iria se arrepender do que falou, Hades era o deus mais poderoso que ele já tinha lidado e existia um motivo para nunca ter tornado agressões verbais em físicas. Mudou seu foco de visão. Olhou para o lado e viu a sombra de uma criatura gigantesca, uma ave de fogo.

A temperatura aumentou e a neve começou a derreter rapidamente, talvez não por isso, mas o coração de Vince disparou e ele começou a suar. Teve vontade até de tirar o casaco, mas não o fez. Aquilo era muito mais do que uma peça de moda ou proteção contra o frio. Era sua armadura.

Sorriu quando ela andou em sua direção. Tanto tempo e tantos trabalhos, mas aquele feito tinha sido especial, tirar a vida da própria Fênix. Por algum motivo ela parecia apresentar certo rancor, mas não fazia muito sentido, ele matou a ave sabendo que ela ressurgiria das próprias cinzas. Poderia ainda ter jogado na água para atrasar mais seu ressurgimento. Desconsiderando a dor que ela teve ao ser executada, Hércules foi bem legal no jeito que a tratou.

Passou a mão na cabeça em sinal de alivio após as palavras dela. Não achava estar forte o suficiente para lidar com uma criatura tão poderosa ainda. Mais uma vez lhe dirigiram a palavra. Estranhou o sotaque, mas conseguiu entender.

O encarregado das tropas. Quem era aquele ser mesmo e o que diabos ele estava falando? Não entendeu muito bem. Achou desnecessário o discurso, mas deu os ombros. Ele já tinha sido descoberto. Já tinha sido inclusive exposto, sabia lá pelo que. Agora não tinha muito jeito. Talvez aquele ali pudesse ajuda-lo. Talvez eles tivessem alguma informação sobre Hera. Afinal deuses se conheciam e nesse mundo parecia que os panteões já não significavam mais nada. Era tudo questão de sobrevivência.

Tinham decidido seguir a garota cachorro, né? Ele não teve muita reação durante tudo aquilo, as circunstâncias já eram quase normal, assim como há milhares de anos atrás, foi. Deixou a criatura ir embora sem problemas, não era da conta dele. Colocou as mãos no bolso e foi andando ao lado do outro deus. Não pode com eles, junte-se a eles...

Foi pensando no que as pessoas falaram ali. Pera. Ele era um espião? Consorte, o que significava isso? Ele tinha trepado com aquela mulher em outra vida? Não se recordava de tal. Porra Hércules! Isso é Zoofilia cara. Mas assim, aquela ruiva ali? Mandou bem...

Estalou o pescoço enquanto andava ao lado de Odin e decidiu enfim se expressar. Enquanto fitava a arma que lhe foi entregue suspirou em decepção.

-Se eu gritar pra sair da frente, você sai da frente.- Avisou com um sorriso no canto do rosto, ainda em inglês. Ele atirou no solo descarregando a arma e segurou pelo cano. Como se fosse um porrete bateu ela contra sua outra mão testando a durabilidade. -É, vai servir. Vamos lá...-





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Mensagem por Gilmour em Sex Jun 30, 2017 1:13 pm


Hades, Lord of the Dead



 



A angústia e medo tanto da mãe quanto da filha em prantos alimentava meu ser; apesar de ser no mínimo triste ver uma moça tão bela chorando aquilo me revigorava. A situação, cada vez mais estranha, ficava ainda mais instável, os gritos pioravam e o granada estourava esplendorosamente no poço; uma confusão sem pé nem cabeça.

Como se não bastasse, mais uma pessoa entrava em cena, um homem. Era jovem e não tinha qualquer aspecto físico que me chamasse atenção, contudo, mesmo não sabendo quem ele era por forma, eu conhecia aquele adormecido em seu interior, eu o reconhecia com Héracles, bastou um instante para a ligação ocorrer, o vínculo entre todos ali era forte e peculiar.

Eu reconhecia o mais novo como o herói que há muito invadiu meu reino a fim de realizar uma de suas tarefas honrosas, sobre o alemão não tinha certeza de quem ele era, mas sabia que ele de alguma forma se assemelhava a mim, quase considerei blasfêmia um ser tão impolido e obtuso ser “o mesmo” que eu. Esse rancor que senti de fato quase me fez rebaixar ao nível dele, mas pude me controlar antes que fosse tomado pelas minhas emoções triviais.

Após o comentário de Héracles, me vi quase que na obrigação de fazer o que ele dizia, não para seguir suas ordens, mas mesmo com seu tom abusivo e ríspido ele tinha razão, talvez eu estivesse lidando com tudo de maneira calma até demais. Sem perder a compostura, me levantei, com certo esforço e sem me apoiar na perna injuriada, me reergui.

Espero não estar planejando invadir mais uma vez meu lar; herói. — respondi a Héracles, antes que este rumasse a capela.

Eu não entendia o que Alex dizia ao seus homens, mas considerando que estávamos aparentemente do mesmo lado agora, era de se esperar que fosse me dar alguma ajuda referente ao ferimento causado por ele.

Aguardei, esperando que minha perna fosse logo tratada e, após ter o tratamento adequado finalizado, agradeci em inglês não sendo descortês e segui para a capela, em busca da criança possuída.






Última edição por Gilmour em Sex Jun 30, 2017 3:00 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por O Desperto em Sex Jun 30, 2017 2:16 pm

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Aparentemente Narcisse tinha muita sorte. A bala não ficou entalada lá dentro e o ferimento foi tão fácil de tomar conta que quase pareceu irreal. Alguns pedaços de pano ali, um pouco de remédio e ele estava pronto para ir. Ainda mancava suavemente com a dor que sentia cada vez que seu pé encontrava o chão mas estava bem melhor, não só pelo curativo mas talvez pelo caos que havia se formado ali. O choro da mulher, o desespero da criança, tudo isso havia sido acumulado para que Hades se sentisse bem e o ferimento fosse curado com mais velocidade.

A mãe da pequena garota olhou a ruiva com os olhos cheios de lágrimas, tão dispersa em seu sentimento de culpa que quase não notou que seu braço ardia levemente - Eu não sei o que ela é, mas ela se alimenta de sangue. Assim como todos aqueles dentro da catedral. O padre tem abrigado a garotinha - Disse, e quando perceberam que não iriam conseguir tirar mais nada dela a deixaram ir.

Com os grupo enfiado nos carros nazistas eles subiram a colina rapidamente em fileira, os jipes cobriam terreno com muita facilidade e conforme eles iam saindo do local o povo se esgueirava nas janelas de suas casas, curiosos. As estreitas ruas começavam a gradualmente se abrir em grandes e largas até se tornarem puramente feita de terra e neve, quando eles alcançaram o topo da cidade.

O local era uma grande área aberta sem qualquer construção em volta que não fosse a grande catedral. Não era realmente tão alta quanto as das verdadeiras cidades e mais parecia um pequeno castelinho, mas era de longe a maior de todas as construções em Monschau. Era até bonito, se soubesse apreciar. E de noite, era tenebroso como um castelo de velhas histórias de terror.

Os carros cinzentos estacionaram em volta da entrada, um por um os homens começavam a sair para segurar o perímetro, enquanto o grupo de heróis se dirigia ao portão principal. A porta estava apenas encostada e precisou só de um pouco de vento para que fosse aberta. A iluminação interior era feita apenas de velas macabras e candelabros pendurados ao teto, um grande tapete vermelho escorria até os pequenos degraus que levavam à entrada.

O salão principal havia sido realmente reformado ao formato de uma igreja, e aos pés de uma estátua de Jesus Cristo estava um padre, velho e decrépito que se vestia todo em branco, ajoelhado enquanto rezava. Ele não se moveu, mesmo quando as portas foram abertas, sua reza era sagrada demais para ser interrompida.

Talvez fosse mera imaginação deles, mas podiam jurar que haviam visto algo se mexer no andar superior, correndo na escuridão. Não uma, mas várias vezes, em vários lugares diferentes.

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Mensagem por Gregar em Ter Jul 04, 2017 5:23 pm


Odin, lord of the hanged



   



O francês era mais tenaz do que esperava. Talvez fosse o orgulho dos deuses que fazia com que ele se movesse daquela maneira. Ou, quem sabe, ele apenas estava curioso para saber o maldito final que tudo aquilo teria. Fosse o que fosse eu estava grato por poder vê-lo de perto. Um deus, ainda que uma cópia pálida, semelhante a mim. Duas faces de uma moeda que odiaria ver esquecida aos quatro ventos. Sorria enquanto dirigíamos até a capela, os carros parados do lado de fora enquanto avançávamos lentamente.

Era o primeiro dentro todos. Os olhos abertos vasculhando cada canto escuro da escuridão, enxergando apenas algumas poucas formas ocultas dentro dos pisos superiores. Todos brilhando a maneira maldita que deveriam. Demônios ou crias de mitos. Pouco me importava com aquilo. Apenas precisaria de um vivo, não necessariamente inteiro. Um único deles para interrogar a melhor maneira dos deuses. A tortura da palavra divina que cairia sobre aquelas vítimas tão frágeis assim.

Tinha todos as minhas costas se espalhando enquanto mantinha em segredo todos os outros ao topo, ainda que o trio de humanos ficasse a porta para melhor proteção. Não queria perder três de meus peões tão cedo em jogo. Caminhava em direção ao padre. Passo a passo ecoando na capela. As crias dos medos acima de minha cabeça, podia ouvir o sibilar e as ofensas que desprendiam enquanto caminhava plenamente ciente da surpresa que planejavam. O rifle girava em círculos ao redor do corpo, cada volta o deformando, alterando, criando algo diferente, mágico. Sua forma era trocada para uma espada. Larga e com dois gumes, simples, prateada e apontada como uma seta para as costas do padre.

- Sabe por que deveria parar de rezar a este deus, meu bom homem santo? Girava ao seu redor, quase de maneira teatral. – Por que os monstros de verdade acabam de sair da tumba. A ponta afiada da lamina fazia pressão contra as costas do homem velho. Uma resposta para era o que pedia. Um momento de atenção. Não precisava dele, ou de nada mais.

Dava as costas ao homem, as criaturas pisos acima e a todo o restante. Fazia com que passos ecoassem enquanto ia em direção a saída, não deixava nada próximo do padre, nada com a exceção a um único objeto. Parecia um graveto marrom com uma bolota sobre uma ponta. Estava lá parado no ar como se esquecido pelo próprio tempo. Como se não fizesse parte daquele ambiente macabro que era formado pela capela cheia de monstros.

- Por quanto tempo vão se esconder em sombras, meus irmãos? Gritava de braços abertos para o teto obscuro do lugar. – Que comece a caça às bruxas! Sorria enquanto as minhas costas, a granada explodia. A mesma bomba colada as costas do padre. De lamina em punho esperava o retalhar das criaturas malditas. Era neste momento, quando a morte nos cerca com seus dedos frios, que ficaríamos vivos realmente.




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Mensagem por Gilmour em Qua Jul 05, 2017 1:56 am


Hades, Lord of the Dead



 



Todo o conjunto de atos daquela cena por si só era bela de seu jeito. A beleza dos soldados se encontrava em sua devoção. A beleza de Odin se encontrava em sua veemência. A beleza da fênix se encontrava em sua raça e a beleza de Hércules se encontrava em seus simples atos ignorantes porém fervorosos.

Contudo, havia algo que se destacava em meio a tantos encantos, a capela. Sua lúgubre aparência trazia a tona uma ambientação macabra e de beleza estonteante. Apesar de se tratar de solo sagrado era inegável o aspecto sombrio que a imponente construção possuía. Aquilo me agradava aos olhos, como toda arte o faz desde que me conheço por gente, minha única fiel, honesta e eterna companheira.

Contudo, não era necessário ser um gênio ou ter o sexto sentido que eu tenho para ter plena noção do que estava por vir. Indubitavelmente Alex transformaria toda aquela harmonia gótica em sua sinfonia única da guerra que repercute em todo lugar que se vê presente, uma cantoria com beleza única porém desnecessária na maioria das vezes, reproduzida apenas pelos seres mais imponentes dotados de uma ignorância dadivosa.

Observei em silêncio a dança calma do alemão caolho, que encaminhava para uma catástrofe sem igual, cada movimento feito despertava nas criaturas sensações que eu podia sentir fluindo por meu ser novamente, assim como a própria energia das verdadeiras intenções de Alex o faziam.

Que comece o espetáculo. — sussurrei, enquanto minhas pupilas dançavam euforicamente fitando cada ser naquela capela que aos poucos mostravam suas emoções mais primitivas e sinceras.

A essa altura minha mão destra já cintilava em um tom totalmente negro, o que indicava que em breve iria conjurar meus aparatos — seja ele bidente ou grilhões — para orquestrar junto dos demais uma sinfonia tão elegante quanto calamitosa.




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Mensagem por Vince em Qua Jul 05, 2017 5:57 pm


Héracles, The Almighty



   

Foi o último a entrar no local. Antes de passar pela porta permitiu que os outros tomassem a dianteira, inclusive o francês que veio caminhando de trás. O homem parecia bem, o que tranquilizava um pouco Vince. Havia um certo prazer em saber que sua família não era tão fraca. Tornava as coisas mais interessantes. Enquanto o herói desperto ainda não acreditava estar no patamar de um deus ele definitivamente começava a crer que poderia alcançá-los. Aparentemente não era apenas ele que estava mais fraco do que sua em última encarnação.

Viu a cena passar diante de seus olhos e não gostou muito, suspirou em demonstração de desagrado. O ambiente já não lhe era confortável, mas aproveitava a situação e calculava a força do alemão. Queria entender do que aquele homem era capaz e o por que era tão cheio de si. Sempre bom saber com quem está lidando.

O homem parecia mesmo um mestre de guerra. Fazia o constante uso de armas e pelo que viu mais cedo aquilo ali deveria ser outra explosão.

-Não achei que esse seria o jeito de um deus.- Sussurrou em Italiano mesmo esperando que ninguém mais escutasse. Não entendia o que o homem teria a ganhar com aquilo. -Francês- Mudou o idioma para o nativo de seu tio. -Você se dá bem com cães, por que não chama os animais pra cá?- Não usou um tom de deboche, mas no fundo gostaria de ter feito. Preferiu demonstrar um mínimo de respeito por sua família.

Andou se deslocando pelas laterais da construção olhando por dentro com o fuzil apoiado em seu ombro, ainda segurando pelo cano da arma. Colocou a outra mão no bolso do casaco e tentou observar o que fazia tanto barulho mais à frente. Parou próximo a uma cadeira subiu nela com um pulo para ter uma visão melhor, apoiando a perna direita, a dianteira, no encosto e a esquerda como base no assento. Estava curioso.



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Mensagem por Frist em Qui Jul 06, 2017 4:55 pm


Scarlet, the Flaming beauty



   

Sadista ou talvez deveria classifica-lo com teatral, Scarlet não sabia ao certo, mas desde que havia encontrado Alex pode perceber que era naqueles momentos que a verdadeira natureza dele aflorava. Não o condenava e nem o dava razão para alguns casos, mas que ele sabia montar o palco para as coisas acontecerem, ela admitia que ele tinha.

Um a um os peixes grandes ali começavam a se posicionar, não podia dizer ao certo se estavam entrando na cova dos leões ou se eram os predadores que haviam encurralado uma presa. Scarlet não podia ficar sem fazer nada, pois aquilo estava a um fio de virar o caos. Retirou o casaco que estava usando e o entregou a um dos homens que ficaram a porta - Cuide disso pra mim... Vou precisar depois! - O disse enquanto arregaçava as mangas e caminhava ao centro do lugar gerando chamas em seu braços dizendo - Eeeeeemaaaaa... Sua mãe está te esperando em casa! É melhor você ir e deixar os adultos conversarem! - Não queria ter o peso da morte da garotinha de gênio forte suficiente para bater de frente com o próprio Alex, só por ter de queimar algumas criaturas sombrias.Das chamas controlou uma esfera que subia emanando forte luz par iluminar o local, seus olhos já acesos por suas chamas vasculhavam todo o lugar já pronta para lançar rajadas.

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Mensagem por O Desperto em Qui Jul 06, 2017 6:27 pm

RED SUN AT MORNING

EP 01
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O padre não disse sequer uma palavra perante sua própria morte, e continuou quieto mesmo quando o som da granada ecoou pela estrutura, fazendo o teto vacilar suavemente. O chão, as paredes e a estátua de Jesus ficaram manchados de sangue, e com um baque violento no chão os restos de pedra do cristo caíram de lado.

Em seguida a bola de fogo da fênix começou a se erguer no ar, subindo e subindo lentamente até alcançar o segundo andar. As chamas dançantes eram mais fortes do que lâmpadas e subiam projetando sombras anormais à parede, e quando alcançou o piso superior eles viram com clareza as criaturas descendo, rápidas demais para que distinguissem suas feições no escuro, saltavam por entre as pilastras usando-as de apoio para alcançar o chão, e o faziam numa velocidade anormalmente rápida.

A bola de fogo que pairava no teto da catedral tornava possível distinguir os movimentos com perfeição, mas os monstros eram rápidos demais e não demorou para que oito deles se juntassem, formando um ciclo em volta dos invasores. A tensão de qualquer movimento brusco se tornar fatal se desenhou perfeitamente. Os monstros, agora parados, tornavam-se visíveis. Erguiam seus corpos e se levantavam em apenas duas patas, ostentando a altura de no mínimo dois metros de altura. Um deles uivou e o som fez-se ouvir por toda a construção. Eram grandes, de braços e pernas absurdamente fortes e os dentes pálidos e afiados pingavam saliva, expelindo uma raiva anormal. Os corpos eram revestidos de pelos e os olhos quase brilhavam em um vermelho incandescente.

Não havia qualquer sinal da garotinha, mas oito lobisomens levantavam-se um por um cercando o grupo, sedentos por sangue.

Prazo: 2 Dias.



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Mensagem por Gregar em Dom Jul 09, 2017 10:07 pm


Odin, lord of the hanged



   



Como eu podia ficar calmo naquela situação? Era oito deles. Grande, ameaçadores e repletos de pelos. Os lobos que havia conhecido a anos enquanto tremia de medo pensando no que fazer ao encontrar um destes. Estava certo em pensar que estaria tremendo. A razão, porém, era completamente diferente do que esperava. Como se sentisse que todos os astros estavam alinhados, tudo pronto para o momento que antecipava desde que havia pisado na vila. Teria oito cabeças para carregar para casa como troféu. Pro inferno com a garota meio lobo, Scarlet podia ter se afeiçoado a pirralha, mas não passava de cria perto daqueles.

- Preparem-se homens! A morte não é uma escolha para nós. Morram hoje que os caçarei as profundezas do inferno apenas para ter o gosto de pôr fim em suas vidas inúteis. Preparem suas balas e atirem à vontade. Façam dos monstros seus prêmios!

Ordens eram ladradas enquanto o trio atrás do grupo formava sua posição defensiva. Precisava apenas que eles estivessem presentes e vivos ao termino de tudo. Era esta a razão de todo teatro que armava. Homens precisam de deuses grandiosos e acima deles próprios. Tinha de ter certeza que seria louvado. Amado por aqueles homens como seu único deus absoluto e derradeiro. O verdadeiro entre tantos falsos que apareciam em suas vidas. Estava ciente de tudo até aquele momento. O sangue fervia forte demais para que compreendesse a razão.

Tinha os ouvidos entupidos de pensamentos macabros, brutais em sua melhor forma. O primeiro lobo uivava fazendo com que agisse de maneira instantânea, preventiva. Saltava contra sua direção correndo em velocidade máxima com a espada em punho. Ao meu lado, uma figura feita de ossos cavalgava visível apenas para mim, galopava no mundo dos mortos e dos espíritos. Meu cavalo, enxergado através dos olhos de âmbar, que agora brilhavam em conjunto pela escuridão da capela. Tocava sua forma, girava e saltava. Em instantes estava montado no corcel negro, Sleipnir avançando de espada em punho contra o primeiro dos lobos. Que fosse atropela-lo ou cortar-lhe a cabeça, não buscava me preocupar enquanto galopava rompendo a linha de cerco inimiga.






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Mensagem por Frist em Ter Jul 11, 2017 3:47 pm


Scarlet, the Flaming beauty



   

As coisas se desenvolviam mais rápido do que poderia esperar, não que Scarlet achasse isso ruim, pelo contrário, o aproximar de um desfecho para esse caso era mais que bem vindo e entusiasmante. As criaturas se moviam com rapidez nas sombras, baques pesados e ligeiros nas pilastras da catedral faziam poeiras se desprender das juntas desgastadas da estrutura e em poucos momentos estavam os quatro ali envoltos por oito grandes bestas peludas, fortes e de presas afiadas, com olhos vermelhos tão raivosos e penetrantes quanto adagas.

A mulher não pode segurar sua empolgação, quase de imediato sentia o calor fluir por seu corpo que entrava em combustão, se tornando incandescente como as próprias chamas que iluminavam o lugar. O sorriso em seu rosto e o sibilar de suas madeixas em uma dança sem predição ou ritmo qualquer, parecia acompanhar o gutural uivo de uma das bestas. Quantos mais deles haviam ali? Ema era algo como aquilo, mas não acreditava que ficaria de tal tamanho para ser um deles.

Os companheiros ali dentro junto dela, não eram alvo de preocupação nenhuma, deuses, heróis, esses devem saber se virar por conta nesses casos, esse dia estava para ficar belo e a noite uma fogueira tão grande poderia ser vista, que sua beleza iria esquentar a noite gélida que se aproximava aos poucos.

Scarlet começou a ascender em direção a sua esfera no momento em que os movimentos começavam, de suas mão soltava rajadas de chamas contra as criaturas, sem se preocupar com que estas se alastrassem pelo lugar mais, apenas cuidava para não carbonizar os demais que estavam a seu lado nesse embate - Hahahaha! - Não podia conter sua risada tão verdadeira e inocente naquele cenário, enquanto esquentava as coisas. Sua voz se tornou polifônica e ela mesmo não sabia mais em que língua estava falando, em todas conhecidas ali presente, ou em nenhuma, pouco importava, estava tomada pela beleza de suas próprias chamas e pelo calor do momento - Queimem, queime tudo... Hahahaha! - Foi o que sua polifonia dizia enquanto ela sessava as suas rajadas e adentrava a própria esfera que antes servia para iluminar o lugar e a fazia explodir em uma onda de chamas para inundar o segundo andar, tinha certeza que poderiam haver mais daqueles, chegava até ansiar por aquilo - E... maaaa... É perigoso brincar com fogo! É melhor sair daqui! - Já nem conseguia colocar mais tanta verdade e convicção em sua ultima fala, naquele momento, ela que se virasse.

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Mensagem por Gilmour em Ter Jul 11, 2017 6:33 pm


Hades, Lord of the Dead







Os olhos famintos dos licantropos encaravam não só o meu corpo físico, como penetravam minha alma com a sua fome e sede de sangue, sua vontade de nos atacar podia ser sentida com tamanha facilidade que eu quase conseguia sentir o próprio cheiro da intenção assassina dos caninos.

Estar cercado por eles era desvantagem, ao menos para mim, aproveitei da situação criada por Alex para me translocar até o corpo — ou o que restou — do padre. Em alguns instantes eu já não estava ali no centro de todo o caos, estava atrás de alguns dos lobisomens e de de frente para outros que, provavelmente, não conseguiam me ver graças aos corpos robustos dos que lhes auxiliavam a formar o círculo.

A mão, que ainda cintilava, agora dava forma a um instrumento que só poderia ser reconhecido por deuses do próprio Olimpo e por mim. O bidente de Hades, que emanava uma aura tão negra quanto o próprio vazio agora começava a ter um aspecto um pouco diferente, chamas escuras pareciam sair dele. Estiquei o braço destro cujo o qual segurava a ferramenta, aproximando-me ao mesmo tempo do lobo que estava de costas para mim, atingindo-o mas não tocando sua carne, eu mexia diretamente com sua alma.

Era o poder de Flegenonte que corria e envolvia minha arma, ardendo como nenhum fogo da Terra há de arder, ferindo diretamente o espirito daquele que é tocado.







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